{"id":2535,"date":"2022-11-17T13:31:51","date_gmt":"2022-11-17T16:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2535"},"modified":"2023-02-27T12:45:49","modified_gmt":"2023-02-27T15:45:49","slug":"a-bestialidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2535","title":{"rendered":"A BESTIALIDADE  RECUA, MAS PERMANECE LATENTE"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_5,3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/RosanaAlmendares-JornalNoticiario-dezembro-22.jpg&#8221; title_text=&#8221;RosanaAlmendares-JornalNoticiario-dezembro-22&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_radii=&#8221;on|6px|6px|6px|6px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>Em 1933 Geoge Grosz criava a aquarela intitulada \u201cA BESTIALIDADE AVAN\u00c7A\u201d que anunciava a ascens\u00e3o do nazismo numa Alemanha fragilizada econ\u00f4mica e politicamente, desde o fim da Primeira Grande Guerra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda em 1918 a lideran\u00e7a militar alem\u00e3, autocr\u00e1tica e conservadora, percebendo que estava prestes a perder a guerra apoiou a constitui\u00e7\u00e3o de um governo civil, jogando no colo dos democratas a dif\u00edcil negocia\u00e7\u00e3o da derrota. Os termos do tratado de paz, o Tratado de Versalhes, considerado pelos alem\u00e3es como uma imposi\u00e7\u00e3o, limitavam qualquer possibilidade de restaura\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds devido \u00e0s repara\u00e7\u00f5es de guerra, restri\u00e7\u00f5es \u00e0 ind\u00fastria e demais disposi\u00e7\u00f5es limitantes. Al\u00e9m das dificuldades econ\u00f4micas e a desmoraliza\u00e7\u00e3o da derrota, o retorno dos soldados das frentes de guerra, doentes e psicologicamente abalados, aumentava no tecido social o clima de fracasso e descontentamento, assim como o saudosismo de uma na\u00e7\u00e3o outrora poderosa, a na\u00e7\u00e3o dos tempos do imperador. Estava assim criado o terreno f\u00e9rtil para Adolf Hitler se colocar como aquele que supostamente resgataria a gl\u00f3ria do passado imperial levando o povo a apoiar e at\u00e9 clamar, por mais bizarro que seja algo assim, uma ditadura, um regime totalit\u00e1rio que perseguia seus opositores. Estava implantado o nazismo, movimento antissemita, ancorado em ideais nacionalistas e de superioridade da ra\u00e7a ariana sobre as demais. Um regime que pregava a elimina\u00e7\u00e3o de todos considerados \u201cfora da normalidade\u201d e prejudiciais \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a ariana, ou seja, doentes mentais, homossexuais, ciganos, oponentes do regime e claro, o povo judeu.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_4,1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||10px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>Esse intervalo entre o final da Primeira Guerra e a ascens\u00e3o do nazismo, per\u00edodo da Rep\u00fablica de Weimar (1919-1933), mesmo com todas as dificuldades da Alemanha do p\u00f3s-guerra, foi um per\u00edodo de grande ativismo cultural. Um dos movimentos art\u00edsticos era o chamado Grupo Nova Objetividade, que trazia uma renova\u00e7\u00e3o do expressionismo dos dois principais movimentos anteriores &#8211; A Ponte e O Cavaleiro Azul. Os expressionistas que lidavam com a subjetividade, com os impulsos e com as paix\u00f5es, fazendo cr\u00edtica social e tocando em dramas psicol\u00f3gicos, com a Nova Objetividade passaram a abordar com maior \u00eanfase ainda, a cr\u00edtica social, os temas da hip\u00f3crita burguesia alem\u00e3, os horrores da guerra e os socialmente rejeitados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com Hitler chegando ao poder em 1933 n\u00e3o demorou a se constituir o processo de silenciamento desses artistas e a substitui\u00e7\u00e3o da arte cr\u00edtica por uma oficial de elogio ao regime. Passaram a realizar fechamentos de exposi\u00e7\u00f5es com a\u00e7\u00e3o policial e ataques, verbais e f\u00edsicos, contra artistas e associa\u00e7\u00f5es culturais. Em paralelo \u00e9 iniciado um processo de massifica\u00e7\u00e3o de ideias atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de ensaios, como os de Alfred Rosenberg, relacionando a subjetividade e a est\u00e9tica dos modernistas ao desequil\u00edbrio e a aliena\u00e7\u00e3o. Em 1929, Rosemberg funda a Liga de Combate pela Cultura Germ\u00e2nica a partir da qual nazistas desqualificavam a arte expressionista equiparando-a ao conceito de <em>degenerada<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O maior acontecimento contra o modernismo foi a exposi\u00e7\u00e3o intitulada justamente \u201cArte Degenerada\u201d, inaugurada em 1937. Cerca de 650 obras foram expostas dentre as milhares apreendidas pelo regime. Como recurso de desmoraliza\u00e7\u00e3o, os trabalhos eram descuidadamente arrumados para aumentar a estranheza e desagrado que deveriam transmitir ao p\u00fablico. Entre obras de artistas consagrados foram colocadas as produ\u00e7\u00f5es de doentes mentais internados em hospitais da Alemanha. Em paralelo foi inaugurada com grande pompa e destaque, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cGrande Arte Alem\u00e3\u201d para que o povo pudesse comparar a arte \u201cdegenerada\u201d com a que oficialmente representava o ideal de for\u00e7a e de pureza da ra\u00e7a alem\u00e3.\u00a0<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/George-Grosz-A-Bestialidade-Avanca.jpg&#8221; title_text=&#8221;George Grosz-A Bestialidade Avanca&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; border_radii=&#8221;on|7px|7px|7px|7px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_6_font_size=&#8221;13px&#8221; header_6_letter_spacing=&#8221;1px&#8221; header_6_line_height=&#8221;1.2em&#8221;]<\/p>\n<h3><strong>George Grosz<\/strong><\/h3>\n<h6>A BESTIALIDADE AVAN\u00c7A, 1933<br \/> aquarela sobre papel<br \/> 66,5 cm x 48,3 cm<\/h6>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;3px|||||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>\u00a0A exposi\u00e7\u00e3o \u201cArte Degenerada\u201d, que circulou pelo pa\u00eds com o intuito de \u201cpurificar\u201d galerias e museus, definindo mais de 100 artistas que \u00a0deveriam ser banidos dos acervos, como Pablo Picasso, por exemplo, teve uma visita\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de pessoas contra as 420 mil da mostra oficial. A exposi\u00e7\u00e3o contava simplesmente com as obras de ningu\u00e9m menos que Herbert Bayer,\u00a0 Max Beckmann,\u00a0 Marc Chagall,\u00a0 Lasar Segall,\u00a0 Otto Dix, Wassily Kandinsky, Franz Marc, Georg Munch, Emil Nolde, El Lissitzky,\u00a0 Paul Klee, Max Ernst,\u00a0 Piet Mondrian\u00a0 e George Grosz, entre outros. Durante o regime nazista professores, artistas e curadores que se identificavam com formas de arte n\u00e3o aprovadas pelo governo foram perseguidos, impedidos de trabalhar e de exporem suas obras, isso quando n\u00e3o expulsos do pa\u00eds, presos ou assassinados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fascismo e Nazifascismo s\u00e3o altamente sedutores. Palavras como hero\u00edsmo, nacionalismo, patriotismo ou ideias de superioridade racial s\u00e3o sedutoras uma vez que proporcionam uma justificativa para sentimentos racistas, homof\u00f3bicos machistas encrustados em sociedades colonizadoras ou de origem escravocrata como a nossa. N\u00e3o por nada um dos seis secret\u00e1rios da cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, em discurso com toda est\u00e9tica nazista de Joseph Goebbels (ministro da propaganda da Alemanha nazista), evoca uma arte heroica e nacional, isso \u201cou ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 nada\u201d, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para manter uma massa de apoiadores o regime, autorit\u00e1rio e excludente, cria o grande inimigo, na \u00e9poca o povo judeu, taxado como ladr\u00e3o, corrupto e respons\u00e1vel por todos os males que afligiam a Alemanha, contra o qual todos deveriam se unir para salvar o pa\u00eds. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso (como se fosse pouco), \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m um sentimento de cat\u00e1strofe eminente, algo que nunca fica muito claro, algo terr\u00edvel que est\u00e1 por acontecer e apenas o mito, ou, na \u00e9poca o F\u00fchrer, seria capaz de salv\u00e1-los. Para viabilizar o projeto uma grande e bem elaborada estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi essencial para que o povo aceitasse e aclamasse Hitler como o grande F\u00fchrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim como em tantos outros momentos na hist\u00f3ria, esses \u00faltimos quatro anos nos fizeram lembrar ou confirmar que a ideia evolucionista de avan\u00e7o da sociedade, tendo a certeza de que rumamos de forma destinada a um progresso, a um ser humano melhor, a um processo civilizat\u00f3rio sempre crescente, \u00e9 de uma ingenuidade tremenda. Nada est\u00e1 garantido. O autoritarismo e a bestialidade est\u00e3o sempre presentes em estado latete. O retrocesso, o retorno a barb\u00e1rie est\u00e1 sempre batendo nossa porta.\u00a0 E bem por isso \u00e9 necess\u00e1rio estarmos constantemente atentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voltando para a aquarela de Grosz, se hoje quis\u00e9ssemos criar algumas com o t\u00edtulo \u201cO Retrato Pat\u00e9tico da Bestialidade\u201d n\u00e3o faltariam inspira\u00e7\u00f5es nas manifesta\u00e7\u00f5es bizarras que andamos assistindo nas rodovias e em frente aos quarteis militares, realizadas por quem esquece que protestos que pedem a interven\u00e7\u00e3o militar atacam a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o est\u00e3o protegidos pelo direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o, ao contr\u00e1rio, constituem crime previsto em lei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta configura\u00e7\u00e3o da sociedade n\u00e3o muda de um dia para outro. \u00c9 necess\u00e1rio um entendimento profundo das causas que possibilitam o terreno f\u00e9rtil para o crescimento da extrema direita e, na mesma medida, o entendimento dos m\u00e9todos de comunica\u00e7\u00e3o de massa que est\u00e3o sendo utilizados. O contexto \u00e9 complexo e n\u00e3o cabem respostas simplistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que voltem os bons ares da reconcilia\u00e7\u00e3o nacional;<\/p>\n<p>Que o sentido da linguagem seja restabelecido;<\/p>\n<p>Que voltemos aos patamares da civiliza\u00e7\u00e3o, da democracia e do pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/1963-yeda-arouche\">https:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/1963-yeda-arouche<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/encyclopedia.ushmm.org\/content\/pt-br\/article\/documenting-numbers-of-victims-of-the-holocaust-and-nazi-persecution\">https:\/\/encyclopedia.ushmm.org\/content\/pt-br\/article\/documenting-numbers-of-victims-of-the-holocaust-and-nazi-persecution<\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1933 Geoge Grosz criava a aquarela intitulada \u201cA BESTIALIDADE AVAN\u00c7A\u201d que anunciava a ascens\u00e3o do nazismo numa Alemanha fragilizada econ\u00f4mica e politicamente, desde o fim da Primeira Grande Guerra. &nbsp; Ainda em 1918 a lideran\u00e7a militar alem\u00e3, autocr\u00e1tica e conservadora, percebendo que estava prestes a perder a guerra apoiou a constitui\u00e7\u00e3o de um governo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2545,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","om_disable_all_campaigns":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[44,43,9],"class_list":["post-2535","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-noticiario","tag-a-bestialidade","tag-george-grosz","tag-rosana-almendares"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2535"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2550,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2535\/revisions\/2550"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2545"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}