{"id":2437,"date":"2022-06-22T11:38:03","date_gmt":"2022-06-22T14:38:03","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2437"},"modified":"2022-08-16T19:07:06","modified_gmt":"2022-08-16T22:07:06","slug":"nine-from-little-rock","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2437","title":{"rendered":"Nine from Little Rock"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/JornalNoticiario-Junho-2022.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Rosana Almendares &#8211; JornalNoticiario-Junho-2022&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; width=&#8221;81%&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; custom_margin=&#8221;41px||||false|false&#8221;]<p>O document\u00e1rio Nine from Little Rock fala de jovens abrindo corajosamente caminhos num ambiente extremamente racista no Arkansas dos anos cinquenta. Aqui no Brasil, no estado do Paran\u00e1, Renato Freitas diz: ser vereador \u00e9 abrir veredas, abrir caminhos. N\u00f3s [vereadores negros] abrimos caminhos inaugurais e isso incomoda muita gente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nine Little Rock refere-se \u00e0 hist\u00f3ria de nove alunos afro-americanos que em 1957 foram matriculados na Little Rock Central High School, escola racialmente segregada no estado do Arkansas. O fato gerou a Crise de Little Rock causada pelos atos do Governador Orval Faubus e por v\u00e1rios grupos segregacionistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos EUA at\u00e9 1954 as leis de segrega\u00e7\u00e3o em alguns dos seus estados, proibiam que estudantes negros frequentassem as mesmas escolas de estudantes brancos. Em 1954 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos emitiu uma decis\u00e3o que tornava inconstitucional a segrega\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds e a partir da\u00ed se inicia um longo processo afim de dessegregar as institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Em Little Rock, Arkansas , o conselho escolar concordou em cumprir a decis\u00e3o do Tribunal Superior mesmo tendo o governador do estado, posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 dessegrega\u00e7\u00e3o. \u00a0Virgil Blossom , Superintendente das Escolas, apresentou um plano de integra\u00e7\u00e3o gradual ao conselho escolar em 24 de maio de 1955, que foi aprovado por unanimidade. O plano seria implementado durante o outono do ano letivo de 1957, que come\u00e7aria no m\u00eas de setembro. Neste ano a Associa\u00e7\u00e3o Nacional para o Avan\u00e7o das Pessoas de Cor (NAACP) selecionou 9 alunos com base nos crit\u00e9rios de notas e frequ\u00eancia excelentes para ingressarem na Little Rock School naquele setembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grupos segregacionistas amea\u00e7aram realizar protestos impedindo o acesso dos novos alunos. A pedido da escola estes deveriam ir desacompanhado de seus pais afim de n\u00e3o incitar ainda mais a multid\u00e3o e arranjos foram feitos para que se encontrassem fora da escola e ingressassem acompanhados por um advogado. A fam\u00edlia de Elizabeth Eckford, uma entre os nove, n\u00e3o tinha telefone e n\u00e3o ficou sabendo dos arranjos. Ela desceu ent\u00e3o, sozinha do \u00f4nibus e pensou que estaria protegida se ficasse pr\u00f3xima aos soldados ali presentes. O que ela n\u00e3o sabia \u00e9 que o governador Orval Faubus, que al\u00e9m de ser contr\u00e1rio a dessegrega\u00e7\u00e3o dependia dos grupos segregacionistas para reelei\u00e7\u00e3o, convocou a Guarda Nacional do Arkansas para, afim de \u201cpreservar a paz\u201d, impedir a entrada dos alunos negros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Elizabeth foi expulsa pelos soldados e teve que voltar para a multid\u00e3o enfurecida. Diz seu relato: <em>Eles se aproximaram cada vez mais. &#8230; Algu\u00e9m come\u00e7ou a gritar. &#8230; Tentei ver um rosto amig\u00e1vel em algum lugar da multid\u00e3o &#8211; algu\u00e9m que talvez pudesse ajudar. Olhei para o rosto de uma velha e parecia um rosto gentil, mas quando olhei para ela novamente, ela cuspiu em mim.<\/em><\/p>\n<p>Elizabeth \u00e9 conduzida pelo grupo at\u00e9 uma arvore numa alus\u00e3o a linchamento. Ela senta em um banco. Durante o que pareceu uma eternidade uma mulher branca, chamada Grace, se aproxima, fala com ela que lentamente se levanta. Grace acompanha Elizabeth at\u00e9 um ponto de \u00f4nibus se livrando da multid\u00e3o.<\/p>\n<p>O Governador continuou a lutar contra as autoridades federais at\u00e9 que algumas semanas depois, em 24 de setembro, o presidente Eisenhower federalizou o controle da Guarda Nacional do Arkansas e mobilizou um grande contingente para prote\u00e7\u00e3o dos alunos o que garantiu seu ingresso na escola, mas n\u00e3o impediu os ataques por parte dos alunos brancos por todo o per\u00edodo letivo.<\/p>\n<p>Voltando para nossa realidade o que vemos s\u00e3o vereadores e vereadoras, muitos deles os primeiros negros a ocuparem aquelas cadeiras, amea\u00e7ados de morte em diversas cidades brasileiras. S\u00e3o hostilizados n\u00e3o s\u00f3 pela sua fala, mas tamb\u00e9m pela forma dos protestos antirracistas. Condenam a forma de uma manifesta\u00e7\u00e3o, como diz Renato Freitas, porque n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de condenar o conte\u00fado. Ainda segundo Renato: quem pode chancelar e conferir legitimidade a forma como lutamos contra o racismo s\u00e3o as pessoas negras, principalmente aquelas que deram a vida pela causa e o term\u00f4metro de urg\u00eancia da nossa luta somos n\u00f3s mesmos, porque s\u00f3 n\u00f3s sabemos a gravidade da nossa luta nesse pa\u00eds.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O document\u00e1rio Nine from Little Rock fala de jovens abrindo corajosamente caminhos num ambiente extremamente racista no Arkansas dos anos cinquenta. Aqui no Brasil, no estado do Paran\u00e1, Renato Freitas diz: ser vereador \u00e9 abrir veredas, abrir caminhos. 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