{"id":2421,"date":"2022-05-16T14:37:32","date_gmt":"2022-05-16T17:37:32","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2421"},"modified":"2022-08-16T19:09:39","modified_gmt":"2022-08-16T22:09:39","slug":"helio-oiticica-e-o-poder-da-transgressao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2421","title":{"rendered":"H\u00e9lio Oiticica e o poder da transgress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/JornalNoticiario-maio-22.jpg&#8221; title_text=&#8221;JornalNoticiario-maio-22&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h4>1964 \u2013 Golpe militar no Brasil<\/h4>\n<h4>1964 \u2013 H\u00e9lio Oiticica sobe o Morro da Mangueira<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nada pode afrontar mais um regime autorit\u00e1rio do que um ser livre, imaginativo, transgressor. Um ser que celebra a alegria, que desloca, que debocha, que desacomoda, que altera uma atitude passiva diante do mundo para uma outra perspectiva de um participante ativo, pensante, criador, que rompe com hierarquias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Oiticica, junto com Lygia Clarck, Lydia Pape, Neville d\u2019Almeida, Waly Salom\u00e3o e tantos outros, e em todos os segmentos como teatro, cinema, m\u00fasica, naquele momento (particularmente 1965 \u2013 1968), viam como necessidade pensar a produ\u00e7\u00e3o cultural de forma a unir experimenta\u00e7\u00e3o com a possibilidade de realizar uma arte participante visando assim, alcan\u00e7ar uma outra ordem do simb\u00f3lico, afrontando n\u00e3o s\u00f3 o autoritarismo militar que tomara conta do pa\u00eds, mas todo o tipo de repress\u00e3o e conservadorismo. Oiticica e posteriormente os integrantes da Tropic\u00e1lia, tomaram um caminho diverso dos demais artistas que resistiam \u00e0 ditadura com uma cr\u00edtica direta ou dissimulada para driblar a censura visando, de certa forma, educar o povo. A Tropic\u00e1lia n\u00e3o. Ela buscava mais aprender com o povo do que educa-lo sendo, bem por isso, muitas vezes tomados por alienados, o que consiste numa falta de entendimento da profundidade das propostas. Oiticica tinha consci\u00eancia, por exemplo, da for\u00e7a e da simbologia da atitude irreverente de um passista de escola de samba. Segundo H\u00e9lio: \u201cn\u00e3o pregamos pensamentos abstratos, mas comunicamos pensamentos vivos [&#8230;]. No Brasil, [&#8230;] hoje, para se ter uma posi\u00e7\u00e3o cultural atuante, que conte, tem-se que ser contra, visceralmente contra tudo que seria em suma o conformismo cultural, pol\u00edtico, \u00e9tico, social [&#8230;]. Da Adversidade Vivemos\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>O autoritarismo (e nos nossos dias atrelado ao neoliberalismo) necessita do individualismo para lograr sucesso em seus objetivos. \u00c9 nesse sentido que torna-se revolucion\u00e1ria toda a proposta de participa\u00e7\u00e3o coletiva com proposi\u00e7\u00f5es abertas ao exerc\u00edcio imaginativo, onde a arte \u00e9 tida como uma interven\u00e7\u00e3o cultural e o artista como motivador para a cria\u00e7\u00e3o. O essencial das proposi\u00e7\u00f5es de H\u00e9lio Oiticica \u00e9 a confronta\u00e7\u00e3o dos participantes com as situa\u00e7\u00f5es, concentrando o interesse nos comportamentos, na amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, na libera\u00e7\u00e3o da fantasia, na renova\u00e7\u00e3o da sensibilidade, no deslocamento dos participantes de seu lugar comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Toda a experimenta\u00e7\u00e3o de Oiticica comp\u00f5e um programa coerente que problematiza a situa\u00e7\u00e3o brasileira e at\u00e9 mesmo internacional da cria\u00e7\u00e3o naquele momento. Seu processo se d\u00e1 atrav\u00e9s de um fluxo cont\u00ednuo entre escrita e experimenta\u00e7\u00e3o, entre reflex\u00e3o e pr\u00e1tica. A tend\u00eancia b\u00e1sica do seu programa \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da arte em outra coisa: \u201cem exerc\u00edcios para um comportamento\u201d, operados pela participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>Oiticica inicia muito cedo sua trajet\u00f3ria como artista. Jovem, ainda na casa dos 18 anos, j\u00e1 exp\u00f5e com o Grupo Frente, marco hist\u00f3rico do movimento construtivo no Brasil. Nesse momento Oiticica investigava o espa\u00e7o dentro da tela apresentando os <em>Metaesquemas<\/em> (1956-1958), trabalhos onde o espectador ainda era mantido no lugar de observador passivo. Como integrante do movimento neoconcreto, no final da d\u00e9cada de 1950, H\u00e9lio inventa novas estruturas que convidam o corpo a circular seus <em>Bilaterais <\/em>(1959) e <em>Relevos Espaciais <\/em>(1959). <em>Em Penetr\u00e1veis<\/em> (1960) o corpo \u00e9 convidado a entrar e interagir com a obra. Logo viriam os <em>B\u00f3lides <\/em>(1963) que como <em>transobjetos <\/em>se transformavam nas m\u00e3os dos visitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Percebemos nessa cronologia o desejo de libertar a cor. Oiticica vai colocando em pr\u00e1tica esse desejo a partir dos experimentos que envolvem reflex\u00e3o entre pintura e fundo,\u00a0 a sa\u00edda da cor para o espa\u00e7o, at\u00e9 ela ganhar o corpo, o ritmo e o tempo nos <em>Parangol\u00e9s<\/em> de 1964. Estando em contato com a escola de samba da Mangueira e vivendo no morro, Oiticica n\u00e3o mostra a realidade social brasileira como fazia naquele momento, por exemplo, o cinema novo. Ele leva para a institui\u00e7\u00e3o de arte o morador da favela vestindo seus Parangol\u00e9s, isso em 1965 no MAM do Rio de Janeiro na mostra <em>Opini\u00e3o 65.<\/em> O t\u00edtulo da mostra \u00e9 derivado do hist\u00f3rico show Opini\u00e3o, dirigido por Augusto Boal, que estreou alguns meses antes, em dezembro de 1964, e se tornou refer\u00eancia da m\u00fasica de protesto. O show tinha no elenco Nara Le\u00e3o (depois substitu\u00edda por Maria Bethania), Z\u00e9 K\u00e9ti e Jo\u00e3o do Vale, e textos de Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Ponte, com alto teor pol\u00edtico e foi produzido pelo Teatro de Arena e por integrantes do Centro Popular de Cultura da Uni\u00e3o Nacional de Estudantes, que j\u00e1 tinha sido posta na ilegalidade pela ditadura.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Helio-Oiticica-metaesquema.jpg&#8221; title_text=&#8221;Helio-Oiticica-metaesquema&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica \u2013 Metaesquema N\u00ba 4066. 1958<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_3,1_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Helio-Oiticica-bilateral-equali_1960.jpg&#8221; title_text=&#8221;Helio-Oiticica-bilateral-equali_1960&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica \u2013 Bilateral <\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica com B\u00f3lide B33 Caixa 18 -Homenagem a Cara de Cavalo -1965-1966 cr\u00e9dito: Claudio Oiticica<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica \u2013 Parangol\u00e9- Opini\u00e3o65 \u2013 Foto: Desde\u0301mone Bardin<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/helio-oiticica-com-bolide-homenagem-a-cara-de-cavalo.jpg&#8221; title_text=&#8221;helio-oiticica-com-bolide-homenagem-a-cara-de-cavalo&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/HOOpinia\u0303o65FotoDesde\u0301moneBardin-668&#215;1024-1.jpg&#8221; title_text=&#8221;HOOpinia\u0303o65FotoDesde\u0301moneBardin-668&#215;1024&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;87%&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>A mostra no MAM foi organizada pelo marchand, galerista e grande colecionador de arte Jean Boghici em parceria com Ceres Franco, cr\u00edtica de arte e galerista em Paris, reunindo 29 artistas brasileiros e europeus. Entre os brasileiros, Ant\u00f4nio Dias, Rubens Gerchman, Fl\u00e1vio Imp\u00e9rio, H\u00e9lio Oiticica, Jos\u00e9 Roberto Aguilar e Carlos Vergara. Entre os europeus, Juan Genov\u00e9s, Roy Adzak, Alain Jacquet e G\u00e9rard Tisserand. Oiticica levou mestre-sala, porta-bandeira, percussionistas e passistas da escola de samba Mangueira para mostrarem os <em>Parangol\u00e9s, <\/em>mas foram impedidos pela dire\u00e7\u00e3o de se apresentarem no interior do museu. Conta Carlos Vergara: \u201cMeu querido H\u00e9lio estava de mangueirense, como passista, com os outros colegas dele, com sambistas, com gente da bateria, e eles foram proibidos de entrar\u201d&#8230;\u201dH\u00e9lio ficou mais triste do que bravo\u201d. Nada diferente do que acontece hoje com a avers\u00e3o das camadas mais altas da sociedade em ver pobre em aeroporto ou nos bancos da universidade. Uma coisa \u00e9 assistir a realidade brasileira, outra \u00e9 estar ao lado dela.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<\/p>\n<p>Os experimentos se seguiram e em 1969 Oiticica apresenta o <em>\u00c9dem,<\/em> um ambiente povoado por b\u00f3lides e penetr\u00e1veis onde o espectador integra a obra e \u00e9 parte do <em>campus <\/em>experimental elaborando as pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es. Em Tropic\u00e1lia (1967) a proposta \u00e9 a de deslocamento do participante que se v\u00ea imerso em diferentes sensa\u00e7\u00f5es ativado a partir de um labirinto composto de sala multim\u00eddia, constru\u00e7\u00f5es baseadas na arquitetura das favelas, tecidos, areia numa profus\u00e3o de imagens que se acumulam at\u00e9 final do percurso.<\/p>\n<p>Em <em>Cosmococas<\/em> (1973) realizado com o cineasta Neville d\u2019Almeida, uma s\u00e9rie de ambientes compostos por filmes montados a partir de slides realizados por Oiticica e que comp\u00f5e diferentes ambientes multissensoriais onde as pessoas s\u00e3o convidadas a relaxar em almofadas, colchonetes ou redes estando no centro da experi\u00eancia. Nos slides feitos por H\u00e9lio aparecem, entre <em>parangol\u00e9s<\/em> e outras imagens, capas de discos, jornal ou de livros sobre as quais se veem desenhos que foram tra\u00e7ados com coca\u00edna por Neville. H\u00e9lio deixou por escrito instru\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o tanto de performances p\u00fablicas quanto de performances privadas dessas proposi\u00e7\u00f5es, com algumas varia\u00e7\u00f5es entre elas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Oiticica rompeu com as pr\u00e1ticas de resist\u00eancia em desenvolvimento no pa\u00eds. Suas experimenta\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da transmuta\u00e7\u00e3o da arte em comportamento, libertaram possibilidades reprimidas e manifestaram o poder da transgress\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>\u00a0<a href=\"https:\/\/mam.rio\/historia\/parangole-em-opiniao-65\/\">https:\/\/mam.rio\/historia\/parangole-em-opiniao-65\/<\/a><\/p>\n<p>Inconformismo est\u00e9tico , Inconformismo social \u2013 Celso Favaretto &#8211; em A arte de H\u00e9lio Oiticica, Organiza\u00e7\u00e3o: Paula Braga- Editora Perspectiva<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Helio-Oiticica-Tropicalia.jpg&#8221; title_text=&#8221;Helio-Oiticica-Tropicalia&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica &#8211; Tropic\u00e1lia &#8211; Mostra Nova Objetividade Brasileira, realizada no MAM do Rio de Janeiro &#8211; 1967<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Helio-Oiticica-cosmococa2-1.jpg&#8221; title_text=&#8221;Helio-Oiticica-cosmococa2-1&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<\/p>\n<p><em>H\u00e9lio Oiticica e Neville d\u2019Almeida \u2013 Cosmococa &#8211; 1973<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1964 \u2013 Golpe militar no Brasil 1964 \u2013 H\u00e9lio Oiticica sobe o Morro da Mangueira &nbsp; Nada pode afrontar mais um regime autorit\u00e1rio do que um ser livre, imaginativo, transgressor. 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