{"id":2389,"date":"2022-03-23T17:44:53","date_gmt":"2022-03-23T20:44:53","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2389"},"modified":"2022-08-16T19:12:37","modified_gmt":"2022-08-16T22:12:37","slug":"e-possivel-falar-de-arte-numa-hora-destas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2389","title":{"rendered":"\u00c9 POSS\u00cdVEL FALAR DE ARTE NUMA HORA DESTAS?"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; custom_padding=&#8221;||12px|||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/JornalNoticiario-Marco-22.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;JornalNoticiario-Marco-22&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; width=&#8221;89%&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;50px||||false|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>At\u00e9 meados do m\u00eas passado eu tinha como certo que o tema desta coluna seria o centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna. Escolhi para leitura um livro que j\u00e1 habitava minha modesta biblioteca h\u00e1 algum tempo. Um livro lindo do ponto de vista gr\u00e1fico, com uma capa maravilhosa e que eu sabia estar recheado de fotografias de \u00e9poca. Comento aqui uma mania: n\u00e3o olho as fotos de um livro de forma antecipada, nem uma espiadinha, fico segurando o desejo. Quero que o texto seja acrescido da imagem na hora certa. E hora certa foi tamb\u00e9m a deste livro sair da prateleira e me acompanhar por uns dias. Trata-se de <em>Eu sou trezentos &#8211; M\u00e1rio de Andrade vida e obra, <\/em>de Eduardo Jardim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com os \u00faltimos acontecimentos, tudo ficou em suspenso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A guerra tem o poder de suspens\u00e3o. Um turbilh\u00e3o de acontecimentos \u00e9 disparado e ningu\u00e9m tem mais a m\u00ednima no\u00e7\u00e3o do que pode vir a ocorrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da nossa presen\u00e7a neste planeta \u00e9 atravessada por guerras e enquanto isso prevalecer n\u00e3o seremos dignos de usar a palavra humanidade para referir a n\u00f3s mesmos.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;9px|||||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>As motiva\u00e7\u00f5es para os conflitos continuam os mesmos, poder e interesses econ\u00f4micos, s\u00f3 que a partir de um determinado momento passaram a se revestir da ideia de grandes pot\u00eancias levando a democracia e a liberdade para povos oprimidos ou primitivos. O que vemos como resultado s\u00e3o cidades devastadas, culturas destru\u00eddas, civis mortos, mulheres estupradas, horrores inimagin\u00e1veis para quem n\u00e3o est\u00e1 diretamente envolvido. Com os meios tecnol\u00f3gicos passamos a ter not\u00edcias imediatas dos diversos conflitos espalhados pelo mundo. Assistimos bem acomodados em nossos sof\u00e1s, os horrores pelos quais passaram as popula\u00e7\u00f5es no Ir\u00e3, Iraque ou L\u00edbia, entre tantos outros. Olhamos tudo como se assist\u00edssemos a um filme dirigido por um ocidental. Nos telejornais, entre a not\u00edcia do tempo e a da pr\u00f3xima rodada da Copa Libertadores da Am\u00e9rica, vemos horrorizados algumas imagens da bestialidade, pois qualquer guerra foi, \u00e9 e sempre ser\u00e1 a imagem da bestialidade. Assistimos \u00e0s cenas, trocamos um coment\u00e1rio r\u00e1pido sobre como o ser humano \u00e9 capaz de algo assim e prontamente voltamos ao que interessa, seja o jantar, a novela, os compromissos do pr\u00f3ximo dia, a lista de compras, as contas a serem pagas &#8230;.<\/p>\n<p>Agora est\u00e1 diferente. Ser\u00e1 por se tratar da Europa? Ser\u00e1 por ter a R\u00fassia envolvida? Sim aquela que habitou nosso imagin\u00e1rio infantil e juvenil, para os que j\u00e1 est\u00e3o na casa dos 60 como eu, no lugar do temido e apavorante vil\u00e3o, o personagem feio, muitas vezes sujo e sempre trai\u00e7oeiro em todos os filmes da \u201cSess\u00e3o da Tarde\u201d. Das com\u00e9dias aos dramas, de <em>Jeannie \u00e9 um G\u00eanio<\/em> \u00e0 <em>Viagens ao Fundo do Mar<\/em>, sem esquecer dos vil\u00f5es russos derrotados por James Bond em <em>007<\/em>.<\/p>\n<p>Calma.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou minimizando nem justificando a invas\u00e3o militar dos Russos \u00e0 Ucr\u00e2nia. \u00c9 um momento terr\u00edvel da nossa hist\u00f3ria. Guerra \u00e9 a imagem da bestialidade. Guerra \u00e9 o fracasso da civiliza\u00e7\u00e3o. Guerra \u00e9 a barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>S\u00f3 estou tentando entender como de uma hora para outra diante de imagens terr\u00edveis, mas n\u00e3o mais terr\u00edveis do que aquelas citadas no in\u00edcio deste texto, l\u00e1 no Ir\u00e3, Iraque ou L\u00edbia, como diante destas agora, cada espectador passou a ter uma narrativa profundamente comovida, definitiva e at\u00e9 feroz sobre os fatos. Entendo que\u00a0 estamos diante da possibilidade de um confronto mundial e isso pode nos afetar diretamente. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 algo distante, e a\u00ed vemos como estamos longe da ideia de humanidade (outros dir\u00e3o: isso \u00e9 a humanidade. O contr\u00e1rio disso \u00e9 constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 elabora\u00e7\u00e3o muito trabalhosa. A barb\u00e1rie \u00e9 o caminho f\u00e1cil). Mas entendo tamb\u00e9m que nesta hist\u00f3ria n\u00e3o cabe a vis\u00e3o do grande vil\u00e3o, nem t\u00e3o pouco a do coitadinho e indefeso. Tudo \u00e9 muito complexo e fundamental para os rumos da organiza\u00e7\u00e3o mundial. Esse enredo seguramente \u00e9 composto por muitos vil\u00f5es e quem sofre \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Percebi que mais que poss\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio falar de arte neste momento. Atrav\u00e9s da arte, da cultura em geral, podemos rever as rea\u00e7\u00f5es e respostas aos grandes conflitos que povoaram nossa hist\u00f3ria. Em se tratando da Semana de Arte Moderna a maior parte dos artistas que participaram da exposi\u00e7\u00e3o de 1922 presenciaram as duas grandes guerras. Viveram aqui no pa\u00eds as contradi\u00e7\u00f5es do governo de Get\u00falio Vargas. Mario de Andrade, por exemplo, \u00a0apoiou Get\u00falio \u00a0no primeiro momento e sofreu a decep\u00e7\u00e3o do Estado Novo, as persegui\u00e7\u00f5es e sua destitui\u00e7\u00e3o do cargo de diretor do Departamento de Cultura da cidade de S\u00e3o Paulo vendo, a seguir, seu trabalho no sentido de democratiza\u00e7\u00e3o da arte ser destru\u00eddo.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_5,3_5,1_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/MAT-Cabaret-Voltaire.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;MAT-Cabaret-Voltaire&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Na Europa os horrores da primeira grande guerra (1914-1918) levaram um grupo de artistas a criar um dos movimentos de vanguarda mais radicais chamado Dada. A Europa que at\u00e9 ent\u00e3o ocupava o posto de \u00e1pice do\u00a0 processo civilizat\u00f3rio passou a ser tomada por outras compreens\u00f5es. A viol\u00eancia, a destrui\u00e7\u00e3o e as milhares de vidas perdidas, provocaram a desilus\u00e3o e rea\u00e7\u00f5es diversas, entre elas a cria\u00e7\u00e3o do movimento Dada que rompeu inclusive com a pr\u00f3pria arte. Tinham como caracter\u00edstica a busca do caos e da desordem, trabalhavam a irracionalidade e o il\u00f3gico, eram ir\u00f4nicos, radicais, destrutivos, agressivos e pessimistas. Tinham avers\u00e3o \u00e0 guerra e aos valores burgueses, criticavam o consumismo e o capitalismo.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, no per\u00edodo entre guerras, os integrantes do Movimento Modernista tinham como objetivo montar um ambicioso programa de moderniza\u00e7\u00e3o das artes. Mario de Andrade dizia que para integrar a arte brasileira ao ambiente internacional de nada adiantava copiar os modelos franceses. Tal atitude resultaria em solu\u00e7\u00f5es artificiais. Era necess\u00e1rio que a arte brasileira adquirisse voz pr\u00f3pria, s\u00f3 assim teria condi\u00e7\u00f5es de comparecer no cen\u00e1rio moderno internacional.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Mario-de-Andrade.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;M\u00e1rio de Andrade&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Com o amadurecimento do movimento percebeu-se que n\u00e3o se tratava de ver o pa\u00eds como cen\u00e1rio das obras dos nossos artistas, mas de efetivamente pensar e falar de forma brasileira.<\/p>\n<p>Participaram da Semana de Arte Moderna:<\/p>\n<p>Pintores- Anita Malfatti, Antonio Paim Vieira, Emiliano Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado, Zina Aita.<\/p>\n<p>Escultores- Wilhelm Haarberg, Hildegardo Le\u00e3o Velloso, Victor Brecheret.<\/p>\n<p>Arquitetos- Antonio Moya, Georg Przyrembel.<\/p>\n<p>Escritores- Afonso Schmidt, Agenor Barbosa, \u00c1lvaro Moreyra, Elysio de Carvalho, Gra\u00e7a Aranha, Guilherme de Almeida, Luiz Aranha, Mario de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade, Ronald de Carvalho, S\u00e9rgio Millet, T\u00e1cito de Almeida.<\/p>\n<p>M\u00fasicos- Alfredo Gomes, Ernani Braga, Fructuoso Viana, Guiomar Novais, Heitor Villa-Lobos, Luc\u00edlia Guimar\u00e3es, Paulina de Ambr\u00f3sio.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_3,2_3&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/almeida-junior-violeiro-.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;almeida-junior-violeiro-&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; custom_padding=&#8221;3px||||false|false&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_3&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; custom_padding=&#8221;58px||||false|false&#8221;]<p>Vale lembrar, que bem antes de 1922, artistas j\u00e1 vinham antecipando o que seriam as reivindica\u00e7\u00f5es dos integrantes da Semana de Arte Moderna no tocante \u00e0 tem\u00e1tica nacional. Almeida J\u00fanior (1850-1899) foi um dos pioneiros. O artista com forte forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica era reconhecido e muito bem aceito pela burguesia que adquiria seus trabalhos. Ele recebe um pr\u00eamio de viagem \u00e0 Europa (um segundo, pois o primeiro ele rejeitou), aprofunda sua forma\u00e7\u00e3o e ao retornar realiza as obras que assegurariam o seu lugar na arte brasileira. S\u00e3o os trabalhos de tem\u00e1tica caipira que foram muito bem aceitos inclusive pela burguesia.\u00a0\u00a0<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_5,3_5,1_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Arthur-Timoteo-da-Costa.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Arthur Tim\u00f3teo da Costa&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>A tem\u00e1tica do trabalhador j\u00e1 aparecia na obra de Arthur Tim\u00f3teo da Costa (1882 \u2013 1922), assim como uma pintura que abandonava a linha do desenho apresentando uma pincelada solta e expressiva. Cito apenas estes dois exemplos entre tantos homens e mulheres artistas, para afirmar que a Semana de Arte Moderna n\u00e3o significou uma mudan\u00e7a abrupta na arte brasileira. Existiu um processo. A Semana significou o evento que mostrou aos artistas que vinham trabalhando isoladamente, a possibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es conjuntas. Os modernistas acreditavam no poder social da arte. Lutavam contra o individualismo condenando a arte que visava mais enaltecer o artista do que a obra em si. Neste esp\u00edrito foram lan\u00e7adas muitas revistas como Klaxon, Revista de Antropofagia e Terra Roxa e Outras Terras.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Arthur_Timotheo_da_Costa_-_Retrato.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Arthur_Tim\u00f3theo_da_Costa_-_Retrato&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_4,1_2,1_4&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_4&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Lasar-segall.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Lasar-segall&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Guerra-Lasar-Segall-1942.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Guerra &#8211; Lasar Segall &#8211; 1942&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;19px&#8221; custom_padding=&#8221;62px||||false|false&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Lasar Segall foi um artista que teve sua tem\u00e1tica fortemente impactada pelo poder destruidor das guerras.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Nascido na Litu\u00e2nia em 1889 e de origem judaica, inicia seus estudos em 1905 na Academia de Desenho. Em 1906 transfere-se para a Alemanha ampliando seus estudos e o contato com o impressionismo. Tem uma passagem pelo Brasil em 1912 retornando no mesmo ano para a Europa, passando a se interessar pelo expressionismo. Em 1923 volta para o Brasil e fixa resid\u00eancia em S\u00e3o Paulo. Passa a ser destaque no cen\u00e1rio da arte moderna como representante das vanguardas europeias. Estando aqui revela um deslumbramento pela luz e pelas cores tropicais. Os quadros produzidos tratam agora do drama dos marginalizados pela sociedade.<\/p>\n<p>Todas as guerras, todos os per\u00edodos de conflito geraram rea\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00f5es pelo campo da cultura. A boa luta para os que escolhem a civiliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a barb\u00e1rie \u00e9 a luta no capo das ideias. Aqueles que se elegem com o discurso de nega\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, de intoler\u00e2ncia, de elogio \u00e0 ignor\u00e2ncia e de viol\u00eancia s\u00f3 preparam o terreno para mais conflitos e mais guerras. <strong>Que se pense bem antes das pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 meados do m\u00eas passado eu tinha como certo que o tema desta coluna seria o centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna. Escolhi para leitura um livro que j\u00e1 habitava minha modesta biblioteca h\u00e1 algum tempo. Um livro lindo do ponto de vista gr\u00e1fico, com uma capa maravilhosa e que eu sabia estar recheado de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2391,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","om_disable_all_campaigns":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[9],"class_list":["post-2389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-noticiario","tag-rosana-almendares"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2389"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2453,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2389\/revisions\/2453"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2391"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}