{"id":2339,"date":"2022-02-11T12:33:49","date_gmt":"2022-02-11T15:33:49","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2339"},"modified":"2022-02-11T12:58:03","modified_gmt":"2022-02-11T15:58:03","slug":"entre-chui-e-sao-jose-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2339","title":{"rendered":"Entre Chu\u00ed e S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/JornalNoticiario-Janeiro22.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;JornalNoticiario-Janeiro22&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;13px&#8221; header_5_letter_spacing=&#8221;1px&#8221; header_5_line_height=&#8221;1.3em&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5 style=\"text-align: right;\">A vida \u00e9 o que fazemos dela. As viagens s\u00e3o os viajantes. O que vemos, n\u00e3o \u00e9 o que vemos, sen\u00e3o o que somos.<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Fernando Pessoa<\/h5>\n[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>O extremo sul de nosso pa\u00eds tem sido tema de interesse para a arte contempor\u00e2nea. A horizontalidade das paisagens dos campos a perder de vista ou da faixa reta de litoral com amplas praias, provocam sentimentos que transitam entre monotonia, melancolia e a incr\u00edvel sensa\u00e7\u00e3o de uma infinita liberdade, levando artistas a desejarem permanecer nessa regi\u00e3o por espa\u00e7os de tempo a fim de sentir esse lugar e interpret\u00e1-lo com seus meios de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde muito cedo eu e meu irm\u00e3o fomos conduzidos por estradas que hoje tratar\u00edamos como intransit\u00e1veis para ter na praia das Maravilhas nossas primeiras impress\u00f5es sobre o mar, as areias, o vento intermitente, a sensa\u00e7\u00e3o de amplid\u00e3o e liberdade. Por parte de pai vem nossa rela\u00e7\u00e3o com este extremo. Nascido em Santa Vit\u00f3ria do Palmar nunca se desligou totalmente da cidade mesmo tendo vindo muito jovem para Porto Alegre. Por muitos anos, inclusive depois de constituir fam\u00edlia, as f\u00e9rias tinham como destino sua cidade natal, o Chu\u00ed e a praia das Maravilhas e nossa m\u00e3e sempre teve esp\u00edrito aventureiro suficiente para encarar os desafios destas viagens e aproveitar o que de melhor este territ\u00f3rio tem a oferecer.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje andar por esta parte do pa\u00eds envolve um grau de imprevisibilidade. A travessia entre Rio Grande e S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, por exemplo, continua sendo uma aventura. A balsa que corta a Lagoa dos Patos carregada de ve\u00edculos de passeio e pesados caminh\u00f5es de carga exige dos viajantes um elevado grau de paci\u00eancia em uma espera de horas, numa fila que acaba gerando uma certa cumplicidade entre estranhos que passam a trocar as informa\u00e7\u00f5es que foram capazes de acessar. Se uma das balsas estiver desativada, como aconteceu agora em minha estadia na regi\u00e3o, hor\u00e1rio \u00e9 algo que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ter certeza de que o que consta na tabela afixada no port\u00e3o n\u00e3o se realizar\u00e1. \u00a0<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_4,1_4&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Para gostar desta regi\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter um tanto do esp\u00edrito do faroleiro que n\u00e3o sente solid\u00e3o ao estar s\u00f3 e conseguem perceber mudan\u00e7as incr\u00edveis numa paisagem constante e intermin\u00e1vel de \u00e1guas e dunas de areia. O conto <em>Farol do Albard\u00e3o<\/em> do livro <em>Hist\u00f3rias de pen\u00ednsula e praia grande<\/em>, de Maria Helena Bernardes em parceria com Andr\u00e9 Severo no filme <em>Arranco<\/em>, fala sobre esses homens sempre dispostos a receber visitas, mas que ficam tristes quando se aproxima o t\u00e9rmino de seu per\u00edodo como faroleiro sentindo antecipadamente saudade de toda aquela quietude.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um exemplo, entre tantos, de artistas contempor\u00e2neos que voltam sua aten\u00e7\u00e3o para o litoral e os campos do sul. Maria Helena desde o final dos anos 1990 j\u00e1 tinha sua curiosidade direcionada para estes lados, quando na companhia de seu marido, o saudoso e talentoso m\u00fasico Fernando Mattos, veio em busca da localidade chamada Bujuru enfrentando a conhecida Estrada do Inferno e colecionando hist\u00f3rias incr\u00edveis que tamb\u00e9m fazem parte deste livro, intercaladas com os relatos de 2009, ano em que o Documento Areal 7 foi realizado (<em>Hist\u00f3rias de pen\u00ednsula e praia grande<\/em> \u2013 textos Maria Helena Bernardes &#8211; e <em>Arranco<\/em> \u2013 filme de Andr\u00e9 Severo).<\/p>\n<p>No filme <em>Arranco<\/em>, Andr\u00e9 Severo parte do imagin\u00e1rio dos corpos encontrados nas areias da praia na hist\u00f3ria do naufr\u00e1gio do cargueiro Ingl\u00eas carregado de porcelanas que tinha como destino um porto ao Sul. Tripulantes, oficiais e passageiros com suas roupas finas de europeus, foram encontrados na praia. Diz a lenda que o naufr\u00e1gio teria sido obra dos Piratas dos Campos Neutrais que enganavam os navegantes iluminando a costa.<\/p>\n<p>Outra refer\u00eancia para o filme s\u00e3o os <em>Domin\u00f3s <\/em>personagem de origem europeia e t\u00edpico do carnaval, que fica totalmente encoberto por t\u00fanica, capuz e luvas. Em determinadas localidades a brincadeira consiste em adivinhar quem est\u00e1 por debaixo da fantasia. Os foli\u00f5es v\u00e3o de casa em casa fazendo muito barulho e aquele que consegue manter seu anonimato ganha uma janta do anfitri\u00e3o.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_4&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/HistoriasPeninsulaPraiaGrandeAndreSevero-MariaHelenaBernardes1-scaled.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;HistoriasPeninsulaPraiaGrandeAndreSevero-MariaHelenaBernardes1&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/HistoriasPeninsulaPraiaGrandeAndreSevero-MariaHelenaBernardes2-scaled.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;HistoriasPeninsulaPraiaGrandeAndreSevero-MariaHelenaBernardes2&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_5,1_5,3_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arranco-AndreSevero2.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Arranco-AndreSevero2&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;11px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5>Frame do filme <em>Arranco <\/em>de Andr\u00e9 Severo<\/h5>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Arranco-AndreSevero1-scaled.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Arranco-AndreSevero1&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;11px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5>Frame do filme <em>Arranco <\/em>de Andr\u00e9 Severo<\/h5>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Tanto nos contos de Maria Helena Bernardes como no filme de Andr\u00e9 Severo o que sentimos \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de um tempo estendido, o desconforto com um espa\u00e7o que permanece entre um estado de ru\u00ednas e reconstru\u00e7\u00e3o e um lugar onde o passado parece falar mais alto que o presente.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Rog\u00e9rio Nunes Marques \u00e9 outro artista que encontrou no litoral sul o ponto de partida para realiza\u00e7\u00e3o de alguns de seus trabalhos. O v\u00eddeo <em>Paisagem de lastro deslocamento 2<\/em> \u00e9 o registro da a\u00e7\u00e3o de deslocar um fragmento de naufr\u00e1gio da Praia do Cassino &#8211; Rio Grande &#8211; RS para a Praia Brava &#8211; Itaja\u00ed-SC. Ao olharmos o v\u00eddeo somos levados a pensar no conceito de <em>estranhamento <\/em>desenvolvido por Heidegger. Para o fil\u00f3sofo o <em>estranhamento<\/em> \u00e9 o modo fundamental do ser-no-mundo, apesar de cotidianamente encoberto. Passamos de forma desapercebida por tudo que costumeiramente constitui nossa vida di\u00e1ria. A consci\u00eancia s\u00f3 se d\u00e1 como possibilidade no momento do <em>estranhamento<\/em> diante de algo antes corriqueiro. O deslocamento provocado por Rog\u00e9rio leva a esse <em>estranhamento<\/em> e por consequ\u00eancia \u00e0 possibilidade de consci\u00eancia.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_3,1_3,1_3&#8243; custom_padding=&#8221;||20px|||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Roge\u0301rio-Nunes-Marques-Paisagem-de-Lastro-deslocamento-2b.png&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Roge\u0301rio Nunes Marques &#8211; Paisagem de Lastro deslocamento 2b&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Roge\u0301rio-Nunes-Marques-Paisagem-de-Lastro-deslocamento-2a.png&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Roge\u0301rio Nunes Marques &#8211; Paisagem de Lastro deslocamento 2a&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Roge\u0301rio-Nunes-Marques-Paisagem-de-Lastro-deslocamento-2.png&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Roge\u0301rio Nunes Marques &#8211; Paisagem de Lastro deslocamento 2&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;11px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5>Frame do v\u00eddeo<em> Paisagem de lastro deslocamento 2 \u2013 <\/em>Rog\u00e9rio Nunes Marques<\/h5>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; custom_padding=&#8221;||5px|||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>A artista M\u00f4nica Sofia realiza uma s\u00e9rie de desenhos e interven\u00e7\u00f5es em fotos digitais que partem da paisagem do Rio Grande do Sul constituindo tr\u00eas conjuntos intitulados <em>\u201c<\/em><em>21x<\/em><em>\u201d, \u201cFoto-Gr\u00e1fico\u201d e \u201cTroqueu\u201d.<\/em> O vento, o frio e o c\u00e9u nublado inquietavam a artista durante um per\u00edodo de viagens realizadas na regi\u00e3o. Ao t\u00e9rmino de aproximadamente um m\u00eas de observa\u00e7\u00e3o e anota\u00e7\u00f5es, as imagens resultantes traduziam uma atmosfera de sil\u00eancio e recolhimento.\u00a0<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/MonicaSofia.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;MonicaSofia&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;11px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5>M\u00f4nica Sofia \u2013 S\u00e9rie <em>Torqueu<\/em><\/h5>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;8px|||||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>A horizontalidade da paisagem dos pampas \u00e9 refletida no formato escolhido para a s\u00e9rie <em>Troqueu, <\/em>por exemplo. Nesta s\u00e9rie que retrata os aerogeradores, foi o vento que capturou a aten\u00e7\u00e3o de M\u00f4nica. Diz a artista em texto sobre o trabalho: <em>\u201c<\/em><em>Por mais que seja um campo aberto e que o vento sopre livre e forte por ali, nos per\u00edodos em que passava por l\u00e1, o som do vento era mais suave do que na praia. O vento s\u00f3 emitia um som forte e ritmado porque movimentava as h\u00e9lices das torres. (&#8230;) Os resultados gr\u00e1ficos obtidos com estes trabalhos puderam delimitar o percurso de um pensamento linear, estreitamente relacionado com o ambiente ao qual se refere.\u201d <\/em>(site ArteContexto ).<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_3&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>E \u00e9 para esta paisagem que retorno neste primeiro m\u00eas do novo ano afim de dar continuidade ao projeto <em>Maravilhas Hist\u00f3rias e Mem\u00f3rias Afetiva <\/em>realizado em parceria com meu irm\u00e3o Renato Almendares. Depois de contar, em forma de cinco v\u00eddeos, hist\u00f3rias relatadas por moradores de Santa Vit\u00f3ria do Palmar, S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte, Ilha dos Marinheiros e Ilha da Feitoria, voltamos agora nossa aten\u00e7\u00e3o para as regatas dos pescadores que costumavam acontecer na Lagoa dos Patos. Conhecer essa pr\u00e1tica a partir das mem\u00f3rias dos moradores da regi\u00e3o \u00e9 nosso primeiro intento e a partir do interesse dos pescadores, \u201cdeixar acontecer\u201d e ver at\u00e9 onde vamos nesse fluxo de desejos.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SaoJoseNorte-Lagoa-dos-Patos-Rosana-Almendares-scaled.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;S\u00e2o Jos\u00e9 do Norte-Lagoa dos Patos-Rosana Almendares&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_5_font_size=&#8221;12px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h5>Lagoa dos Patos &#8211; Foto Rosana Almendares<\/h5>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 o que fazemos dela. As viagens s\u00e3o os viajantes. O que vemos, n\u00e3o \u00e9 o que vemos, sen\u00e3o o que somos. Fernando Pessoa O extremo sul de nosso pa\u00eds tem sido tema de interesse para a arte contempor\u00e2nea. 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