{"id":2259,"date":"2021-09-19T10:26:11","date_gmt":"2021-09-19T13:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2259"},"modified":"2021-09-19T11:22:09","modified_gmt":"2021-09-19T14:22:09","slug":"arte-engajada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2259","title":{"rendered":"ARTE ENGAJADA"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/JNoticiario-setembro-2021.jpg&#8221; title_text=&#8221;JNoticiario-setembro-2021&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<h1>Arte Engajada<\/h1>\n<p>Em tempos como o que estamos vivendo, de instabilidade pol\u00edtica, de amea\u00e7as constantes contra as institui\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as aos direitos dos povos ind\u00edgenas, quilombolas ou a qualquer forma de ser, estar e pensar que divirja do conservadorismo, do autoritarismo ou da supremacia branca dita \u201cdesenvolvida\u201d, em momentos como este, fica mais evidente para o grande p\u00fablico o posicionamento e as a\u00e7\u00f5es de artistas que se op\u00f5e a este estado de coisas.<\/p>\n<p>O cartunista Renato Aroeira, bastante cr\u00edtico ao atual governo, em recente entrevista faz uma declara\u00e7\u00e3o fundamental para o entendimento dos diferentes posicionamentos. Ele diz algo neste sentido: existem muitos motivos para sermos racistas, xen\u00f3fobos, machistas ou contra a democracia, mas tamb\u00e9m existem muitos motivos para n\u00e3o sermos nada disso. Um dia temos que decidir entre eles.<\/p>\n<p>J\u00e1 o outro Renato, o Almendares, fil\u00f3sofo das longas conversas, infelizmente agora mais pelo WhatsApp do que presenciais, traz a quest\u00e3o do \u201c\u00f4ntico\u201d e do \u201contol\u00f3gico\u201d tratado por Martin Heidegger. Da vasta explica\u00e7\u00e3o que ele me proporciona trago uma pequena chave para introduzir o assunto da arte engajada.\u00a0 Para ele toda a arte \u00e9 engajada se estiver partindo do \u201contol\u00f3gico\u201d, isso quer dizer, do distanciamento necess\u00e1rio para o estranhamento do que \u00e9 dado, do que est\u00e1 \u00e0 vista, ou seja, do \u201c\u00f4ntico\u201d. Arte e filosofia trabalham nesse lugar, o do distanciamento, problematizando o \u00f4ntico, problematizando a representa\u00e7\u00e3o do real, no tempo e no espa\u00e7o, at\u00e9 n\u00e3o sobrar nada e se chagar \u00e0 ess\u00eancia, chegar ao <em>\u201cser a\u00ed\u201d <\/em>(Dasen). Neste momento estamos instrumentalizados para tomar a decis\u00e3o \u00e0 que Renato Aroieira se refere.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Nosso campo, o campo da arte, faz uma distin\u00e7\u00e3o entre \u2018<em>arte pela arte<\/em>\u201d e \u201c<em>arte engajada<\/em>\u201d. Eu concordo com essa distin\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o as coloco em oposi\u00e7\u00e3o. Para mim s\u00e3o duas formas de pensar e refletir sobre o mundo desde que o artista haja com o que foi dito acima: o devido distanciamento necess\u00e1rio para o estranhamento do que \u00e9 dado.<\/p>\n<p>Quando pensamos em <em>arte pela arte<\/em>, estamos defendendo a autonomia da arte, no sentido de que ela n\u00e3o se destina a uma finalidade, ela n\u00e3o precisa ser \u00fatil. Ela pode estar, por exemplo, na forma de um copo. Se esse copo n\u00e3o mantiver seu conte\u00fado ele estar\u00e1 provocando um estranhamento, uma reflex\u00e3o a partir de uma proposta art\u00edstica. A arte \u00e9 livre para fazer um copo que n\u00e3o funciona como um copo. A arte pela arte defende que este estranhamento n\u00e3o se d\u00ea por um conte\u00fado moral ou pedag\u00f3gico, mas sim pela forma e pelos valores est\u00e9ticos.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>J\u00e1 a classifica\u00e7\u00e3o <em>arte engajada<\/em>, refere-se \u00e0quelas manifesta\u00e7\u00f5es que tratam de forma mais explicita as quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais. Darei um exemplo que \u00e0 primeira vista pode parecer contr\u00e1rio a tudo que estou dizendo, mas n\u00e3o \u00e9. Cito os desfiles que a estilista <strong>Zuzu Angel<\/strong> realizou ap\u00f3s a morte de seu filho, Stuart, pela ditadura militar. Roupas s\u00e3o \u00fateis, por\u00e9m Zuzu cria estampas que fazem alus\u00e3o a viol\u00eancia da ditadura militar, coloca isso nas passarelas da alta costura e seu trabalho \u00e9 consumido inclusive por aqueles que apoiaram a ditadura. Isso \u00e9 estranhamento e isso \u00e9 arte engajada. N\u00e3o \u00e9 a utilidade das roupas que est\u00e1 em quest\u00e3o \u00e9 a ousadia do ato, tanto nas cria\u00e7\u00f5es de Zuzu como quest\u00e3o da moda como arte.<\/p>\n<p>A arte pode n\u00e3o mudar o mundo, mas ela cria a emo\u00e7\u00e3o de sentir que existe a possibilidade de jogo na ordem estabelecida, o que n\u00e3o pode ser reduzido a pequena busca pela provoca\u00e7\u00e3o que se satisfaz em chocar aqueles que est\u00e3o muito satisfeitos de serem quem s\u00e3o. Satisfeitos com a decis\u00e3o referida por Aroeira.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Zuzu-Angel2.jpg&#8221; title_text=&#8221;Zuzu-Angel2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Isso se evidencia em trabalhos como <em>Touch Sanitation <\/em>da artista<strong> Mierle Ukeles<\/strong> (Denver,EUA,1939). Durante quase um ano, Ukeles encontrou com os mais de 8.500 funcion\u00e1rios do Departamento de Limpeza Urbana de Nova York, apertando a m\u00e3o de cada um deles e dizendo: &#8220;Obrigada por manter a cidade de Nova York viva&#8221;. O resultado desta performance foi o registro em fotos e documentos de diversas a\u00e7\u00f5es realizadas junto e por sugest\u00e3o dos pr\u00f3prios trabalhadores do Departamento de Limpeza do NY. Esse material foi apresentado em in\u00fameros museus e institui\u00e7\u00f5es de arte, mas mais que isso, a partir do trabalho de Ukeles se deu uma a\u00e7\u00e3o direta da artista com os trabalhadores superando o estranhamento de uma mulher num meio t\u00e3o masculino, a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho destes homens e a conscientiza\u00e7\u00e3o daqueles que visitam as mostras, a respeito do que eles mesmos produzem em lixo para a cidade.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mierle-Ukeles-Touch-Sanitation-Performance-1978-80.jpg&#8221; title_text=&#8221;Mierle Ukeles, Touch Sanitation Performance, 1978-80&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Outro exemplo \u00e9 o grupo <strong>C G Canyon in a Crack<\/strong>\u00a0 (Coletivo Grande C\u00e2nion numa Rachadura). O coletivo re\u00fane diversos artistas que tratam das quest\u00f5es ligadas ao espa\u00e7o p\u00fablico. O trabalho <em>Garden Crack<\/em> do grupo CMG (um escrit\u00f3rio de arquitetura) atua nos espa\u00e7os tomados pelo concreto trazendo vida atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de rachaduras e o plantio de diversas flores, plantas e vegetais. O Grupo explica assim seu trabalho: \u00a0\u201cInspiradas nesse tipo de plantas tenazes que abrem min\u00fasculas rachaduras na paisagem urbana, as fileiras desse jardim criam ordem em meio \u00e0 aleat\u00f3ria mistura de capins, vegetais, flores estranhas e ervas daninhas\u201d.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Crack-Garden.jpg&#8221; title_text=&#8221;Crack Garden&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p><strong>Banksy<\/strong> (Bristol, Inglaterra &#8211; 1973) \u00e9 um artista brit\u00e2nico e ativista pol\u00edtico que atrav\u00e9s do desenho, da arte de rua, da fotografia, pintura e do cinema realiza uma contundente cr\u00edtica social e pol\u00edtica. Em <em>Girl Frisking Soldier, <\/em>Banksy subverte as expectativas. O soldado est\u00e1 sendo revistado por uma garotinha, em vez do contr\u00e1rio. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o perceber que o inverso dessa imagem \u00e9 uma ocorr\u00eancia mais realista na Palestina. O artista mostra como as pessoas desumanizam umas \u00e0s outras, vendo-as apenas como amea\u00e7as e faz refer\u00eancia a liberdade limitada dos palestinos atrav\u00e9s desta invers\u00e3o de pap\u00e9is, confrontando o p\u00fablico com uma imagem perturbadora.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Girl-Frisking-Soldier-Banksy.jpg&#8221; title_text=&#8221;Girl Frisking Soldier, Banksy&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;15px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p><strong>Nydia Negromonte<\/strong> (Lima, Peru, 1965, nacionalidade brasileira) no seu trabalho <em>Casa das Vitaminas<\/em> trata das rela\u00e7\u00f5es sociais promovendo um acontecimento onde, por um intervalo de tempo, as identidades sociais s\u00e3o suspensas e o automatismo cotidianos cede espa\u00e7o para a inven\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma usina de sucos montada cuidadosamente. Cada detalhe evidencia o esmero da artista, da caixa d\u2019\u00e1gua aos liquidificadores manuais, das frutas aos recipientes dispon\u00edveis. A usina \u00e9 montada em espa\u00e7o p\u00fablico e aos poucos os passantes v\u00e3o se aproximando. Sem muita explica\u00e7\u00e3o as pessoas v\u00e3o entendendo o mecanismo e come\u00e7am a cortar suas frutas, a usar os liquidificadores, a trocar instru\u00e7\u00f5es entre si, a provarem umas, as diferentes combina\u00e7\u00f5es de frutas realizados por outras. Aqui o n\u00e3o saber \u00e9 t\u00e3o imprescind\u00edvel quanto o saber.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Casa-das-Vitaminas-Nydia-Negromonte.jpg&#8221; title_text=&#8221;Casa das Vitaminas &#8211; Nydia Negromonte&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Finalizo com uma frase de Renato Almendares \u201c<em>Mais importante do que ter as respostas \u00e9 ser capaz de fazer as grandes perguntas\u201d. <\/em><\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Engajada Em tempos como o que estamos vivendo, de instabilidade pol\u00edtica, de amea\u00e7as constantes contra as institui\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as aos direitos dos povos ind\u00edgenas, quilombolas ou a qualquer forma de ser, estar e pensar que divirja do conservadorismo, do autoritarismo ou da supremacia branca dita \u201cdesenvolvida\u201d, em momentos como este, fica mais evidente para o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2265,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","om_disable_all_campaigns":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[11,12,9],"class_list":["post-2259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-noticiario","tag-arte-engajada","tag-renato-almendares","tag-rosana-almendares"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2259"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2273,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2259\/revisions\/2273"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2265"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}