{"id":2247,"date":"2021-08-25T17:59:07","date_gmt":"2021-08-25T20:59:07","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2247"},"modified":"2021-08-25T18:14:31","modified_gmt":"2021-08-25T21:14:31","slug":"vontade-de-verdade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2247","title":{"rendered":"VONTADE DE VERDADE &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; custom_padding=&#8221;||5px|||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/JornalNoticiario-Agosto2021.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;JornalNoticiario-Agosto2021&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h1>VONTADE DE VERDADE &#8211;<\/h1>\n<p>Vivemos o tempo da mentira oficial<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Hungria, sob o governo da extrema direita de Victor Orb\u00e1n, foi lan\u00e7ada uma lei anti-LGBT considerada por Alemanha, Su\u00e9cia, Holanda, Fran\u00e7a e Irlanda, como <em>&#8220;forma flagrante de discrimina\u00e7\u00e3o com base na orienta\u00e7\u00e3o sexual&#8221;.<\/em> Estes pa\u00edses pertencem \u00e0 Uni\u00e3o Europeia assim como a Hungria e diante da rea\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio \u00e0 tal lei, Victor Orb\u00e1n resolve, cinicamente, demostrar como seu governo \u00e9 democr\u00e1tico e lan\u00e7a um referendo a ser respondido pela popula\u00e7\u00e3o. Segue o conte\u00fado de tr\u00eas das cinco perguntas apresentadas:<\/p>\n<p>&#8211; Se aceitariam que a escola debatesse sexualidade com seus filhos SEM O CONCENTIMENTO DE SEUS PAIS.<\/p>\n<p>&#8211; Se apoiariam a promo\u00e7\u00e3o do tratamento de redesigna\u00e7\u00e3o sexual PARA MENORES DE IDADE.<\/p>\n<p>&#8211; Se apoiariam a apresenta\u00e7\u00e3o IRRESTRITA, PARA MENORES, de conte\u00fado de natureza sexual QUE AFETEM O SEU DESENVOLVIMENTO.<\/p>\n<p>E Orb\u00e1n ainda d\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o para que o povo responda<em> N\u00e3o. <\/em>Algu\u00e9m responderia<em> Sim<\/em> para perguntas elaboradas desta forma?<\/p>\n<p>Existe <em>Vontade de Verdade<\/em> num referendo como este?<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>A express\u00e3o <em>Vontade de Verdade<\/em> pode ser entendida de duas formas: como instrumento de manipula\u00e7\u00e3o quando a \u201cbusca pela verdade\u201d se d\u00e1 num mundo exterior ao homem, onde est\u00e3o as <em>verdades absolutas<\/em> que devem ser reveladas e seguidas, ou <em>Vontade de Verdade<\/em> pode ser entendida como o desejo de chegar a verdade de um ser pensado na sua finitude. Neste caso n\u00e3o existem verdades absolutas e sim verdades sujeitas a circunst\u00e2ncias e ao tempo, situa\u00e7\u00e3o em que se abre espa\u00e7o para o pensamento, para as teses, para a argumenta\u00e7\u00e3o e para ouvir o outro.<\/p>\n<p><em>Vontade de Verdade<\/em> \u00e9 um conceito que surge no \u00e2mbito do pensamento filos\u00f3fico ocidental. Se manifesta na filosofia a partir de Plat\u00e3o, fazendo o homem voltar-se para um al\u00e9m-mundo, ou seja, o mundo das ideias perfeitas. Esta tradi\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica do ocidente, que para alguns vai da aurora do pensamento grego ao crep\u00fasculo da era at\u00f4mica, se debru\u00e7a na \u201cbusca pela verdade\u201d e os valores difundidos ent\u00e3o, estariam calcados nesta \u201c\u00fanica verdade\u201d, o sumo bem advindo do mundo das ideias perfeitas.<\/p>\n<p>Um fil\u00f3sofo que vai criticar essa concep\u00e7\u00e3o de <em>Vontade de Verdade<\/em> \u00e9 Nietzsche (1844-1900). Para ele esta concep\u00e7\u00e3o afastaria o homem do fluxo da vida e o tornaria facilmente manipul\u00e1vel, sujeito a massifica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 individual e particular. A Vontade de Verdade pensada externamente ao homem e n\u00e3o nos par\u00e2metros de sua finitude, teria por fim instituir um controle da vontade humana assentado nas verdades absolutas. Neste sentido ele tamb\u00e9m v\u00ea o risco de manipula\u00e7\u00e3o quando se d\u00e1 a passagem da metaf\u00edsica para a ci\u00eancia, e esta continua agindo no mesmo sentido da busca de verdades absolutas.\u00a0 Penso aqui no n\u00famero de vezes que mentes mal-intencionadas falaram em nome da ci\u00eancia para justificar racismo, machismo e genoc\u00eddios, \u201cdemonstrando cientificamente\u201d a inferioridade de dominados em rela\u00e7\u00e3o aos dominadores.<\/p>\n<p>Nietzsche estende sua cr\u00edtica \u00e0 Vontade de Verdade baseada em verdades absolutas, ao cristianismo uma vez que este seria um desdobramento do platonismo confirmado pela declara\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo medieval Agostinho (354-430) que afirmou ser Cristo o sumo bem que Plat\u00e3o antevira.<\/p>\n<p>Michel Foucault (1926 \u2013 1984) te\u00f3rico social e fil\u00f3sofo, diferentemente de Nietzsche, acredita que a Vontade de Verdade n\u00e3o atua atrav\u00e9s da metaf\u00edsica ou da ci\u00eancia e sim atrav\u00e9s do discurso realizado pelas institui\u00e7\u00f5es sociais, que visam, tamb\u00e9m, o controle da vontade humana e o controle social. Nesta interpreta\u00e7\u00e3o todos aqueles que se recusam a ser direcionados pela <em>Vontade de Verdade<\/em> institu\u00edda s\u00e3o exclu\u00eddos, reprimidos e for\u00e7ados a fazer parte deste discurso. Foucault, a partir da\u00ed, vai desenvolver sobre <em>A Microf\u00edsica do Poder.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 o fil\u00f3sofo Martin Heidegger (1889 &#8211; 1976) coloca a quest\u00e3o sob outro ponto de vista. Ele traz o \u201c<em>Dasein<\/em>\u201d, o <em>ser<\/em> a\u00ed, o <em>ser<\/em> no mundo. Recolocando o <em>ser<\/em> nos limites do tempo ele traz o pensamento do homem, sobre o homem na sua finitude. Ele v\u00ea na finitude do ser-no-mundo a condi\u00e7\u00e3o essencial para tratar da verdade, tema este fundamental \u00e0 filosofia. Heidegger n\u00e3o se coloca na posi\u00e7\u00e3o de destruir a tradi\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica e sim prop\u00f5e um olhar para a ess\u00eancia da metaf\u00edsica, para seu fundamento esquecido, que se encontraria l\u00e1 nas experi\u00eancias originais dos gregos, do ser, do pensar, da linguagem. O <em>Dasein<\/em> est\u00e1 aberto para si mesmo e para o mundo, e justamente s\u00f3 com a abertura do <em>Dasein<\/em> \u00e9 que se pode alcan\u00e7ar a originalidade do fen\u00f4meno da verdade.<\/p>\n<p><em>A linguagem fala<\/em> nos diz Heidegger, ou seja, Heidegger alerta para nos desvencilharmos de pensamentos hegem\u00f4nicos advindos de saberes indiferentes \u00e0s possibilidades existenciais, as quais s\u00e3o m\u00faltiplas. A linguagem se mostra nas incertezas resultantes entre o falante e aquele com quem se fala, desta forma o <em>ser-a\u00ed<\/em> (<em>Dasein<\/em>) \u00e9 jogado no mundo das multiplicidades e das possibilidades e desta forma n\u00e3o se submete por obedi\u00eancia \u00e0s seguran\u00e7as e garantias do mundo das certezas, das verdades absolutas, de um sujeito que se pauta numa \u00fanica realidade.<\/p>\n<p>Vivemos um momento em que a mentira tomou o espa\u00e7o p\u00fablico de uma forma, acredito eu, nunca vista. Vivemos hoje no pa\u00eds da mentira oficial onde o presidente fala em uma <em>live<\/em> e em seguida as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam que lan\u00e7ar desmentidos sobre sua fala. Vivemos num tempo em que os meios tecnol\u00f3gicos multiplicam e espalham as inverdades de forma exponencial, onde pessoas criadas no mundo anal\u00f3gico n\u00e3o sabem como lidar com esta nova realidade, n\u00e3o conseguem falar sobre nada sem colocar antes da frase um \u201c<em>n\u00e3o sei se \u00e9 verdade, mas&#8230;\u201d.<\/em> Isso embaralha totalmente os jogos de linguagem, causa total inseguran\u00e7a e descren\u00e7a na humanidade.<\/p>\n<p>A arte, t\u00e3o combatida pela extrema direita, ainda \u00e9 o espa\u00e7o de reconex\u00e3o com o humano, o espa\u00e7o do pensamento, do surgimento das teses, o espa\u00e7o para a argumenta\u00e7\u00e3o e principalmente para ouvir o outro. Neste sentido trago aqui o trabalho da artista Ana Fl\u00e1via Baldisserotto que lida fundamentalmente com uma escuta respeitosa e generosa.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_3,2_3&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Ana-Flavia-Baldisserotto.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Ana-Flavia-Baldisserotto&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_3&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h1>ANA FL\u00c1VIA BALDISSEROTTO<\/h1>\n<h4>E O ARMAZ\u00c9M DE HIST\u00d3RIAS AMBULANTES<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ana Fl\u00e1via \u00e9 artista, professora, m\u00e3e e criadora do projeto Armaz\u00e9m de Hist\u00f3rias Ambulantes. A Carro\u00e7a, como costuma ser carinhosamente chamada, \u00e9 uma banca itinerante de escambo que tem como sede uma carrocinha. Atuando nas ruas de Porto Alegre desde 2007, oferece aos transeuntes uma cole\u00e7\u00e3o de produtos singulares gerados em parceria com seus colaboradores espont\u00e2neos. \u00a0A moeda necess\u00e1ria para levar o item desejado \u00e9 a disponibilidade do interlocutor de contar uma hist\u00f3ria ao atendente de plant\u00e3o.<\/p>\n<p>No site do projeto encontramos todo o hist\u00f3rico deste \u201cempreendimento\u201d, que tem seu in\u00edcio no desenrolar de um outro trabalho em parceria com a tamb\u00e9m artista e amiga Maria Helena Bernardes, trabalho que resultou no livro <em>A estrada que n\u00e3o sabe de nada<\/em>. Tudo iniciou em Eldorado do Sul, numa das andan\u00e7as pela cidade, quando as amigas se deparam com uma carrocinha na qual costumavam ser vendidos cachorros quentes e outros lanches em dias de feriado e festa na cidade. Pois a carrocinha estava \u00e0 venda&#8230; Mesmo sem saber o que seria comercializado na unidade, ela foi adquirida, principalmente por sua gra\u00e7a e beleza. Por fim, para n\u00e3o se afastar muito das origens como artista, o primeiro \u201cproduto\u201d escolhido para fazer neg\u00f3cio foi a fotografia, mas n\u00e3o qualquer fotografia. Seriam fotos descartadas, aquelas que \u201cn\u00e3o deram certo\u201d e a moeda de troca, sempre uma hist\u00f3ria a ser contada para o\/a atendente.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Ana Fl\u00e1via relata no site: As primeiras experi\u00eancias de funcionamento da banca no espa\u00e7o p\u00fablico da cidade aconteceram em 2007, na orla do Gua\u00edba, pr\u00f3ximo \u00e0 Usina do Gas\u00f4metro, e em 2011, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega e no Bairro Tristeza. Depois de uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o casual, muitas pessoas voltavam semanalmente para conversar, contribuir com algo seu que acreditavam pertencer ao universo da Carro\u00e7a, contar mais uma hist\u00f3ria, levar mais um postal, oferecer fotografias de seus acervos dom\u00e9sticos, trazer um parente ou amigo, ou simplesmente ficar por ali, observando o movimento das ruas em companhia de amigos improv\u00e1veis\u2026.<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; background: white; vertical-align: baseline;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; line-height: 150%; font-family: 'Open Sans',sans-serif;\">Al\u00e9m de acionar o improviso, a imagina\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria dos narradores de rua, colocar em curso indaga\u00e7\u00f5es de ordem est\u00e9tica na conflu\u00eancia de palavras e imagens, da oralidade e da escrita, ficou claro desde esse in\u00edcio que a Carro\u00e7a abria um espa\u00e7o p\u00fablico de escuta, uma fresta para o encontro, onde rela\u00e7\u00f5es de disponibilidade, confian\u00e7a e empatia entre estranhos podiam florescer.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/FOTO001.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;FOTO001&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; border_radii=&#8221;on|7px|7px|7px|7px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Os sinais de que era preciso prosseguir com os trabalhos eram muitos. Assim, a partir do encorajamento e da orienta\u00e7\u00e3o generosamente oferecidos por outros ambulantes e trabalhadores atuantes no Parque da Reden\u00e7\u00e3o e entorno,\u00a0em mar\u00e7o de 2013 a banca passou a funcionar como um ponto de com\u00e9rcio regular, abrindo quinzenalmente no parque.<\/p>\n<p>Ao longo desses anos de hist\u00f3rias e encontros f\u00e9rteis, a Carro\u00e7a gerou ao seu redor uma rede aberta e multidisciplinar de apoios e colabora\u00e7\u00f5es. Hoje, o trabalho volunt\u00e1rio dessas pessoas \u2013 a quem carinhosamente chamamos de \u201ccarroceiros\u201d\u00a0\u2013 d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o a boa parte das atividades do Armaz\u00e9m. Como parte dessa rede, cabe ressaltar o compartilhamento vivo com membros do N\u00facleo de Pesquisa em Psican\u00e1lise, Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da UFRGS (NUPPEC-UFRGS), em diferentes espa\u00e7os de estudo e conversa, sejam eles formais e informais. Ao longo dos anos, a Carro\u00e7a teve tamb\u00e9m a alegria de receber muitos convites para conversar, para relatar suas andan\u00e7as em encontros, palestras, aulas, semin\u00e1rios e mesas de debate p\u00fablicas com \u00eanfase em \u00e1reas t\u00e3o variadas como Artes Visuais, Letras, Psicologia, Educa\u00e7\u00e3o, Arquitetura, Patrim\u00f4nio, Cidadania e Espa\u00e7o P\u00fablico.\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/CarrocaHistoriasAmbulantes-1.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;CarrocaHistoriasAmbulantes-1&#8243; border_radii=&#8221;on|8px|8px|8px|8px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Proposi\u00e7\u00f5es como o\u00a0<em>Armaz\u00e9m de Hist\u00f3rias Ambulantes<\/em>\u00a0podem ser descritas como \u201cprocessos abertos de conversa\u00e7\u00e3o e improvisa\u00e7\u00e3o [\u2026] onde a produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica est\u00e1 associada ao desenvolvimento de modos experimentais de coexist\u00eancia\u201d. O cotidiano da Carro\u00e7a se faz nesse encontro de diferentes saberes, grupos e agentes sociais, em um coletivo horizontal, tecendo com o contexto, com as circunst\u00e2ncias, com a cidade. Na fric\u00e7\u00e3o com o que vem da rua, com o inesperado, a vida da Carro\u00e7a vem se fazendo desse entrela\u00e7amento de muitas m\u00e3os e vozes.<\/p>\n<p>O projeto contempla ainda a R\u00e1dio Carro\u00e7a, uma s\u00e9rie de podcast onde Ana Fl\u00e1via conta as hist\u00f3rias mais significativas dos primeiros anos e nestes tempos de pandemia surgiu o Tele hist\u00f3rias, um n\u00famero espec\u00edfico para quem quiser entrar em contato e contar sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carro\u00e7a de Hist\u00f3rias Ambulantes pode ser encontrado em<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.historiasambulantes.com.br\">http:\/\/www.historiasambulantes.com.br<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/historias_ambulantes\">https:\/\/www.instagram.com\/historias_ambulantes<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/dehistoriasambulantes\">https:\/\/www.facebook.com\/dehistoriasambulantes<\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Tele-historia-CarrocaHistoriasAmbulantes.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Tele-historia &#8211; CarrocaHistoriasAmbulantes&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; border_radii=&#8221;on|10px|10px|10px|10px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VONTADE DE VERDADE &#8211; Vivemos o tempo da mentira oficial &nbsp; Na Hungria, sob o governo da extrema direita de Victor Orb\u00e1n, foi lan\u00e7ada uma lei anti-LGBT considerada por Alemanha, Su\u00e9cia, Holanda, Fran\u00e7a e Irlanda, como &#8220;forma flagrante de discrimina\u00e7\u00e3o com base na orienta\u00e7\u00e3o sexual&#8221;. 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