{"id":2216,"date":"2021-06-18T14:39:35","date_gmt":"2021-06-18T17:39:35","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2216"},"modified":"2021-06-18T15:13:22","modified_gmt":"2021-06-18T18:13:22","slug":"o-cinismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2216","title":{"rendered":"O CINISMO  &#8211; Como m\u00e9todo hist\u00f3rico para justificar o injustific\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n\n\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Jornal-Noticiario-Junho-2021.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Jornal Notici\u00e1rio- Junho-2021&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_2&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; header_font_size=&#8221;42px&#8221;]<h1>O cinismo<\/h1>\n<h6>Como m\u00e9todo hist\u00f3rico para justificar o injustific\u00e1vel<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos presenciando um dos piores momentos da sociedade brasileira e diante disto proponho pensarmos em como a perda do sentido da linguagem, a viol\u00eancia, a mentira e o direcionamento do \u00f3dio foram usados como m\u00e9todo durante o decorrer da hist\u00f3ria da humanidade para governar e alcan\u00e7ar os mais diversos interesses.<\/p>\n<p>Agora a linguagem volta a perder o sentido. Tudo \u00e9 invertido como forma de justificar o injustific\u00e1vel. Assistir a CPI da Covid por exemplo, \u00e9 presenciar um exerc\u00edcio de ret\u00f3rica onde uma ocorr\u00eancia verdadeira \u00e9 justaposta \u00e0 uma mentira para justificar uma a\u00e7\u00e3o comprovadamente criminosa, a\u00e7\u00e3o esta que tem como fim alcan\u00e7ar diferentes interesses, sejam econ\u00f4micos, de elimina\u00e7\u00e3o de um segmento da popula\u00e7\u00e3o ou o mero desejo de poder. O atual governo \u00e9 marcado pela falta de pensamento e pelo uso do cinismo. Em recente artigo Marilena Chau\u00ed nos diz: <em>a marca essencial do pensamento \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre o verdadeiro e o falso enquanto as falas de Messias Bolsonaro concretizam aquilo que Theodor Adorno denominou\u00a0cinismo, isto \u00e9, a recusa deliberada de distinguir entre o verdadeiro e o falso, fazendo da mentira a arte de governar.<\/em><\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Devido a recorr\u00eancia \u00e9 que arrisco considerar a perda de sentido da linguagem como um m\u00e9todo e escolho para comentar neste texto, um desses momentos: o decorrer da idade m\u00e9dia e o in\u00edcio do capitalismo quando grupos de pessoas eram perseguidas e exterminadas por desejarem uma sociedade mais justa e onde, por fim, milhares de mulheres foram condenadas \u00e0 morte pelos meios mais terr\u00edveis, no evento que ficou conhecido como \u201cca\u00e7a \u00e0s bruxas\u201d. Aqui temos envolvidos interesses econ\u00f4micos, desejo de poder e direcionamento do \u00f3dio \u00e0 mulher com objetivo de coloc\u00e1-la no lugar passivo e submisso de produtora de m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>O sistema econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social denominado feudalismo se estabelece no s\u00e9culo V ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano devido, entre outros motivos, aos constantes ataques \u201cb\u00e1rbaros\u201d e a derrocada econ\u00f4mica do imp\u00e9rio. A alta nobreza detentora de terras (<em>os suzeranos<\/em>), retira-se para o campo e cede parte de suas terras \u00e0 baixa nobreza que passa a ser <em>vassala<\/em> do nobre devendo-lhe fidelidade, lutando por ele e pagando impostos pelo uso da terra. J\u00e1 a camada mais pobre da popula\u00e7\u00e3o aproxima-se do senhor feudal na condi\u00e7\u00e3o de <em>servo, <\/em>condi\u00e7\u00e3o um pouco melhor do que a de escravo, por\u00e9m o senhor feudal tinha total direito de posse sobre a pessoa e os bens do servo e este n\u00e3o tinha liberdade de sair do feudo.<\/p>\n<p>Cada feudo tinha suas regras que definiam as condi\u00e7\u00f5es do trabalho laboral nas terras do senhor, os impostos, as puni\u00e7\u00f5es para os que n\u00e3o produziam adequadamente ou n\u00e3o pagavam os impostos. Definiam at\u00e9 as rela\u00e7\u00f5es sociais estabelecendo por exemplo, se uma vi\u00fava poderia se casar novamente e com quem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos nobres, dos vassalos e dos servos, tamb\u00e9m faziam parte deste sistema os <em>vil\u00f5es, <\/em>que eram camponeses, homens livres residentes em pequenas vilas que se aproximaram do feudo, abdicando inclusive de sua liberdade, em busca de prote\u00e7\u00e3o dos ataques \u201cb\u00e1rbaros\u201d.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_3&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>A terra era dividida entre as do senhor, cultivadas pelos servos, as destinadas \u00e0s resid\u00eancias destes e um pequeno cultivo e as faixas comunais. Estas eram de grande import\u00e2ncia sendo utilizadas tanto pelos camponeses livres como pelo servil. Pradarias, bosques, lagos e pastos propiciavam recursos para a economia camponesa pois dali extraiam a madeira para constru\u00e7\u00e3o, a lenha e criavam os animais.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;1_3&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Feudo.png&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Feudo&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Este espa\u00e7o de atividades coletiva fomentava a coes\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o comunit\u00e1rias. No final da idade m\u00e9dia o cercamento das terras e fim das faixas comunais ser\u00e1 motivo de grandes revoltas do campesinato, por\u00e9m antes disto os abusos dos senhores feudais, a falta de perspectiva, falta de terras e de trabalho provocaram n\u00e3o s\u00f3 as revoltas constantes, mas tamb\u00e9m o surgimento de seitas como a dos Milenaristas e os Hereges que buscavam uma nova forma de organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Os Milenaristas foram movimentos de curta dura\u00e7\u00e3o, por\u00e9m os Her\u00e9ticos tinham a consci\u00eancia de criar uma nova sociedade. Criticavam a hierarquia social, a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e denunciavam a corrup\u00e7\u00e3o da Igreja. Sobreviveram por s\u00e9culos apesar das persegui\u00e7\u00f5es. Eram compostos a princ\u00edpio por camponeses empobrecidos, prostitutas e padres afastados do sacerd\u00f3cio, mas com o tempo suas ideias conquistaram trabalhadores urbanos e rurais, homens e mulheres, que se encontravam descontentes com as condi\u00e7\u00f5es de vida optando por viverem em comunidades aut\u00f4nomas fora dos feudos ou a perseguir o ideal da pobreza vivendo de esmolas. Esses movimentos representavam grande perigo para a economia do mundo feudal atraindo como advers\u00e1rios ferrenhos tanto a alta nobreza como representantes da igreja cat\u00f3lica e protestante.<\/p>\n<p>Os C\u00e1rtaros constitu\u00edam uma das mais importantes seitas hereges com grande influ\u00eancia nos movimentos sociais. Tinham por caracter\u00edstica a avers\u00e3o \u00e0 guerra (inclusive as Cruzadas), oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte, toler\u00e2ncia com outras religi\u00f5es, eram vegetarianos (se recusavam a matar animais), repudiavam o matrim\u00f4nio e a procria\u00e7\u00e3o. Esta \u00faltima caracter\u00edstica n\u00e3o era incomum na sociedade medieval at\u00e9 o s\u00e9culo XIV visto que a escassez de terras e de trabalho provocavam o desejo de controle da natalidade. Para os C\u00e1rtaros a recusa \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, mais que um desprezo pela vida, significava a recusa de colocar no mundo um ser condenado a uma vida degradada \u00e0 mera sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>As mulheres ocupavam elevada posi\u00e7\u00e3o nos movimentos her\u00e9ticos. Tinham os mesmos direitos que os homens, desfrutavam de vida social e mobilidade, tinham direito a ministrar sacramentos, pregar, batizar e alcan\u00e7ar ordens sacerdotais. Os C\u00e1rtaros adoravam uma figura feminina designada como a Senhora do Pensamento e em alguns grupos her\u00e9ticos, as mulheres formavam suas pr\u00f3prias comunidades mantendo seu trabalho fora do controle masculino.<\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o aos hereges se intensificou ap\u00f3s a Peste Negra (s\u00e9culo XIV) quando a m\u00e3o de obra se tornou escassa. Como justificativa \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o seus costumes foram grotescamente distorcidos e o m\u00e9todo da invers\u00e3o do sentido da linguagem e o uso da mentira se intensificaram. Passaram a ser acusados de sodomia, licenciosidade sexual, de cultuar animais, de rituais org\u00e1sticos, voos noturnos e sacrif\u00edcio de crian\u00e7as. A figura do herege come\u00e7ou, cada vez mais a ser associada a uma mulher, de forma que no s\u00e9culo XV, a bruxa se transformou no principal alvo da persegui\u00e7\u00e3o aos hereges.<\/p>\n<p>Tr\u00eas ocorr\u00eancias fundamentais precisam ser citadas aqui para entendimento do contexto, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao que termina como persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s bruxas. A condi\u00e7\u00e3o da mulher, a monetariza\u00e7\u00e3o da economia e a evas\u00e3o das mulheres para a cidade.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do sistema feudal o trabalho da mulher era valorizado. Tanto o dom\u00e9stico como o que se destinava a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, se igualava em import\u00e2ncia \u00e0s atividades realizadas pelos homens. Com a mudan\u00e7a do trabalho laboral (aquele realizado como forma de pagamento em troca do uso da terra) pelo trabalho pago, a situa\u00e7\u00e3o da mulher come\u00e7a a mudar. Essa troca de trabalho laboral por pago se d\u00e1 como uma das conquistas dos inumer\u00e1veis conflitos entre o campesinato (servos e vil\u00f5es) e os senhores feudais durante toda a Idade M\u00e9dia, dando ent\u00e3o praticamente fim \u00e0 servid\u00e3o.<\/p>\n<p>Acontece que esta comercializa\u00e7\u00e3o da vida provoca o endividamento daqueles camponeses com menor condi\u00e7\u00e3o de gerar riqueza e como consequ\u00eancia estes passam a trabalhar para o campon\u00eas mais abastado resultando no afastamento da mulher dos trabalhos externos e restringindo suas atividades ao \u00e2mbito dom\u00e9stico. Com o tempo lhe foi tamb\u00e9m reduzido o acesso \u00e0 renda, perderam o direito a herdar um ter\u00e7o da propriedade do marido e no meio rural perderam o direito \u00e0 propriedade da terra. Em consequ\u00eancia elas abandonaram o campo de forma que no S\u00e9c. XV representavam uma alta porcentagem da popula\u00e7\u00e3o das cidades, vivendo, num primeiro momento, em condi\u00e7\u00e3o de pobreza, fazendo trabalhos mal pagos na casa alheia, sendo vendedoras, fiandeiras, membros de guildas ou prostitutas. Por\u00e9m na cidade a subordina\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e0 tutela masculina era menor. Podiam viver sozinhas como chefes de fam\u00edlia com seus filhos e formar comunidades compartilhando moradia com outras mulheres.<\/p>\n<p>Com o tempo elas passam a dominar muitas das atividades que posteriormente viriam a ser consideradas como trabalho masculino. Trabalhavam, por exemplo, como ferreiras, a\u00e7ougueiras, padeiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de l\u00e3 e comerciantes. Tornaram-se professoras escolares, m\u00e9dicas e cirurgi\u00e3s competindo com os homens em contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Sabemos hoje que desde o s\u00e9culo V at\u00e9 o XV n\u00e3o foram poucas as mulheres que se dedicaram e tiveram produ\u00e7\u00e3o na literatura ou na filosofia, principalmente aquelas que seguiam a vida religiosa ou as pertencentes a nobreza, por\u00e9m o in\u00edcio de uma rea\u00e7\u00e3o mis\u00f3gina se d\u00e1 com a nova independ\u00eancia feminina e a ocupa\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio de persegui\u00e7\u00e3o aos hereges, agora representados pela figura feminina da bruxa, e pela competi\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e viabiliza\u00e7\u00e3o do nascente capitalismo que necessita do patriarcado e explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, se d\u00e1 a persegui\u00e7\u00e3o e morte de milhares de mulheres queimadas nas fogueiras ati\u00e7adas por mentiras, discursos de \u00f3dio e muito cinismo.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; custom_margin=&#8221;|auto|47px|auto||&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_font_size=&#8221;31px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_margin=&#8221;99px||||false|false&#8221;]<h1>Hip\u00e1tia de Alexandria (355 \u2013 415)<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conhecimento cient\u00edfico foi motivo de morte para mulheres e homens no decorrer da hist\u00f3ria.\u00a0 Esse foi o caso de Hip\u00e1tia de Alexandria no s\u00e9culo V. Tida como a primeira mulher matem\u00e1tica que a humanidade tem registro, era filha de Theon, matem\u00e1tico, fil\u00f3sofo, astr\u00f4nomo e um dos \u00faltimos diretores do Museu de Alexandria. Decidiu seguir os caminhos do pai em busca do conhecimento. Por defender o racionalismo cient\u00edfico e a matem\u00e1tica foi acusada de blasf\u00eamia e sentimentos anticrist\u00e3os, mesmo nunca tendo se declarado avessa ao cristianismo. Na verdade, Hip\u00e1tia dava aulas para pessoas de diversas cren\u00e7as religiosas. Foi morta de forma b\u00e1rbara em uma emboscada.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Hypatia.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Hypatia&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Retrato de Hip\u00e1tia de Alexandria (Foto: Desenho de Jules Maurice Gaspard (1862\u20131919)\/ Reprodu\u00e7\u00e3o Wikimedia Commons)<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;3_5&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_font_size=&#8221;31px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; text_font_size=&#8221;16px&#8221; text_line_height=&#8221;1.8em&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_margin=&#8221;0px||||false|false&#8221;]<h1>Petrolina de Meath (1300-1324)<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi acusada de ser c\u00famplice de Alice Kyteler, de quem era serva, quando o marido da patroa faleceu. Por se tratar do quarto casamento de Alice, o Bispo de Ossory, Richard de Ledrede, acusou-a de recorrer \u00e0 m\u00e9todos de bruxaria para enriquecer e assassinar seus maridos. Para incriminar Alice Kyteler, Petronilla foi torturada at\u00e9 confessar que ela e Alice praticavam bruxaria\u00a0e feiti\u00e7aria. Foi queimada viva na fogueira, junto a outros servos. Com a ajuda de parentes, Alice Kyteler fugiu.\u00a0<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;2_5&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Petronilla-de-Meath-.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Petronilla-de-Meath-&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p>Execu\u00e7\u00e3o de Petrolina de Meath.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinismo Como m\u00e9todo hist\u00f3rico para justificar o injustific\u00e1vel &nbsp; Estamos presenciando um dos piores momentos da sociedade brasileira e diante disto proponho pensarmos em como a perda do sentido da linguagem, a viol\u00eancia, a mentira e o direcionamento do \u00f3dio foram usados como m\u00e9todo durante o decorrer da hist\u00f3ria da humanidade para governar e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2219,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","om_disable_all_campaigns":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-noticiario"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2216"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2228,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2216\/revisions\/2228"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2219"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}