{"id":2121,"date":"2021-04-11T07:44:30","date_gmt":"2021-04-11T10:44:30","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2121"},"modified":"2021-05-20T22:17:53","modified_gmt":"2021-05-21T01:17:53","slug":"abril-2021","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2121","title":{"rendered":"O CANCELAMENTO DE MULHERES ARTISTAS NA HIST\u00d3RIA DA ARTE"},"content":{"rendered":"\n\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jornal-Noticiario-Abril-1.jpg&#8221; title_text=&#8221;Jornal Noticiario Abril 1&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Jornal-Noticiario-Abril-2.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text=&#8221;Jornal Noticiario Abril 2&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;35px&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<h1>O Cancelamento de mulheres artistas na hist\u00f3ria da arte<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se buscarmos na Internet por \u201cgrandes nomes da hist\u00f3ria da arte\u201d o resultado ser\u00e1: Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, \u00c9douard Manet, Paul C\u00e9zanne, Auguste Renoir, Auguste Rodin, Claude Monet, Pablo Picasso, Edgar Degas, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Diego Vel\u00e1zquez, Sandro Botticelli, Paul Rubens, Francisco Goya, Gustave Courbet, Henri de Toulouse-Lautrec, Michelangelo, Marc Chagall, Wassily Kandinsky, Caravaggio, Eug\u00e8ne Delacroix, Ren\u00e9 Magritte, Candido Portinari. Se a busca for por \u201cas obras de arte mais reconhecidas\u201d teremos como resultado as produ\u00e7\u00f5es desses mesmos artistas. Em algumas listas encontraremos Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Frida Kahlo sendo todas estas, se n\u00e3o nascidas, atuantes no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Por que as mulheres artistas n\u00e3o figuram nestas listas? Ter\u00e3o sido elas simplesmente discriminadas e n\u00e3o citadas pelos grandes autores que contaram esta hist\u00f3ria? Ou existe algo muito mais complexo percorrendo toda a hist\u00f3ria das mulheres na organiza\u00e7\u00e3o das sociedades?<\/p>\n<p>Quando a historiadora da arte, escritora e feminista Linda Nochlin (1931 \u2013 2017) faz a pergunta que d\u00e1 t\u00edtulo ao seu texto fundador para este tema, \u201cPor que n\u00e3o houve grandes artistas mulheres?\u201d, percebemos que o que vai moldar estas listas, predominantemente masculinas, est\u00e1 tanto na forma como a hist\u00f3ria foi contada quanto no contexto das mulheres artistas no decorrer dos s\u00e9culos das sociedades ditas civilizadas.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_4,1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Nochlin em seu artigo nos mostra como os historiadores relatam o percurso da arte baseada na genialidade, e a ideia de <em>g\u00eanio, <\/em>por sua vez, vinculada ao talento e maestria, algo inato, miraculoso e auto did\u00e1tico desconsiderando todo um contexto hist\u00f3rico, social, econ\u00f4mico, de g\u00eanero e ra\u00e7a. Ela desconstr\u00f3i essa narrativa ao evidenciar que tais g\u00eanios, na verdade, eram filhos ou parentes pr\u00f3ximos de artistas ou mesmo viviam no meio art\u00edstico, com acesso \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino onde esses estudantes e trabalhadores destinavam dedica\u00e7\u00e3o exclusiva ao desenvolvimento de suas habilidades e talento. Ao desconsiderar a total influ\u00eancia deste contexto, onde as mulheres eram praticamente proibidas de frequentar, estas s\u00e3o exclu\u00eddas da historiografia com a alega\u00e7\u00e3o de que a mulher era desprovida de talento e incapaz de grandiosidade. Cabe ent\u00e3o aqui pensarmos na origem do papel e lugar da mulher na sociedade.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/200px-Linda_Nochlin_2012_2min07s.jpg&#8221; t_prefix=&#8221;Linda Nochlin (1931 \u2013 2017)&#8221; t_infix=&#8221;Historiadora da arte, escritora e feminista  &#8221; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; overlay_bgcolor=&#8221;#e09900&#8243; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_infix_font_size=&#8221;17px&#8221; border_radii_image_border=&#8221;on|6px|6px|6px|6px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_4,3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/venus.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; overlay_background_image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/venus.jpg&#8221; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;27px||||false|false&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Por mil\u00eanios e por diversas motiva\u00e7\u00f5es, o lugar da mulher foi sendo definido como o espa\u00e7o privado e o do homem como o espa\u00e7o p\u00fablico, numa hierarquia de valor onde o p\u00fablico sobrep\u00f5e o privado. Se pensarmos nos prim\u00f3rdios, o feminino era reverenciado e cultuado num equil\u00edbrio muito maior entre masculino e feminino. Vida e morte faziam parte de um ciclo incessante. A fertilidade da terra e a fecundidade feminina tinham a mesma import\u00e2ncia vital e o feminino nomeou A M\u00e3e Terra, A Natureza como geradoras de vida. Com o passar do tempo as culturas pag\u00e3s e polite\u00edstas passaram a dar maior import\u00e2ncia aos deuses b\u00e9licos e masculinos e com a chegada do monote\u00edsmo vem a definitiva quebra do equil\u00edbrio, definindo como o \u00fanico deus um ente onipotente, onisciente, onipresente e masculino, que serviu \u00e0s novas civiliza\u00e7\u00f5es para justificar o direito de autoridade absoluta do homem sobre as mulheres e o resto dos seres vivos do planeta.<\/p>\n<p>Fora do campo m\u00edstico e religioso, mas como influenciador e influenciado por ele, est\u00e3o as quest\u00f5es pr\u00e1ticas de sobreviv\u00eancia. A sociedade humana teve in\u00edcio com pequenos grupos de ca\u00e7adores e coletores. Na ca\u00e7a e na coleta, ambos os sexos contribu\u00edam com bens econ\u00f4micos\u00a0importantes. A natalidade era controlada visto que a amamenta\u00e7\u00e3o e os cuidados com as crian\u00e7as impediam que as mulheres participassem das tarefas mais pesadas. A partir do surgimento da agricultura, em torno de 10000 aC, e o consequente estoque de alimentos, as mulheres passam a gerar mais filhos e a dedicar mais tempo ao cuidado destes. A subsist\u00eancia passa a ser tarefa do homem e o poder passa \u00e0s suas m\u00e3os dando surgimento ao patriarcado. Os filhos passam a ser m\u00e3o de obra para o cultivo a ponto de algumas fam\u00edlias adotarem o infantic\u00eddio para ajudar na taxa de natalidade eliminando as meninas. Alguns historiadores justificam o patriarcado como forma de garantir, com a maior certeza poss\u00edvel, que os filhos de uma mulher fossem do marido.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Nos grupos sociais que se definiram como patriarcais, e nem todos o fizeram, o feminino n\u00e3o s\u00f3 perdeu a relev\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao masculino como tamb\u00e9m foi constru\u00edda toda uma deprecia\u00e7\u00e3o do \u201cser mulher\u201d como forma de restringir sua exist\u00eancia ao espa\u00e7o privado. Precedendo Eva, epopeias criadas s\u00e9culos antes do cristianismo j\u00e1 colocavam a mulher como ser desobediente e corruptor da dignidade masculina. Assim, por exemplo na epopeia de Gilgamesh (sec VII aC &#8211; Uruk &#8211; Babil\u00f4nia) uma mulher, \u201crameira\u201d, \u00e9 levada at\u00e9 Enkidu, um homem perfeito criado pelos deuses, afim de corromp\u00ea-lo com as \u201cartes das mulheres\u201d. No texto de Hes\u00edodo, na Gr\u00e9cia Antiga, Pandora, mulher criada por Zeus, em um ato de curiosidade e desobedi\u00eancia, abre a caixa que continha todos os males e os distribui pela terra. J\u00e1 no cristianismo Eva passa a ser a respons\u00e1vel por tirar o homem do para\u00edso e condenada a sofrer eternamente por sua desobedi\u00eancia.<\/p>\n<p>Tertuliano [160 \u2013 220] em seu livro de recomenda\u00e7\u00f5es de conduta para as mulheres &#8211; <em>A toilette das mulheres \u2013 <\/em>diz:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u201cTu dar\u00e1s \u00e0 luz, mulher, em sofrimento e ang\u00fastia. Tu est\u00e1s sob as ordens do teu marido, e ele \u00e9 teu mestre. E tu sabes que tu \u00e9s Eva? Ela ainda vive no teu mundo, como um julgamento de Deus do teu sexo. Vive ent\u00e3o, como deves, como uma acusada. O diabo est\u00e1 em ti. Tu quebraste o selo da \u00e1rvore. Tu foste a primeira a abandonar a lei de Deus. Tu foste aquela que ludibriou o homem, a quem o diabo n\u00e3o sabia como vencer\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0Posteriormente, na Idade M\u00e9dia, interpreta\u00e7\u00f5es da filosofia aristot\u00e9lica resultavam em argumenta\u00e7\u00f5es que \u201ccomprovavam\u201d a fraqueza essencial feminina e sua necess\u00e1ria submiss\u00e3o aos homens.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_4,3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Plautilla-Nelli-lamentation-with-saints-1569.jpg&#8221; effect_style=&#8221;classic&#8221; classic_style=&#8221;dzhvr-zoom-out-right&#8221; t_prefix=&#8221;Plautilla Nelli&#8221; t_infix=&#8221;Lamentation with saints-1569&#8243; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; overlay_bgcolor=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; overlay_color_gradient_2=&#8221;#069b9b&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_prefix_font_size=&#8221;29px&#8221; title_infix_font=&#8221;|600|||||||&#8221; background_color=&#8221;#e09900&#8243; border_radii_image_border=&#8221;on|11px|11px|11px|11px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma deprecia\u00e7\u00e3o das mulheres tanto por quest\u00f5es morais, como insufici\u00eancia intelectual, afim de justificar seu confinamento ao espa\u00e7o privado nos faz pensar na educa\u00e7\u00e3o das mulheres como um todo e em especial das mulheres artistas. Antes das academias formais o ensino da arte se dava em oficinas, as guildas, ou diretamente com artistas reconhecidos. As mulheres quando conseguiam ser aceitas como aprendizes, tinham que lidar com a presun\u00e7\u00e3o de sua menor capacidade intelectual. Em geral cabia a elas a gravura ou pintura de temas religiosos e retratos.\u00a0<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI produziam principalmente miniaturas que podiam ser usadas em joias e pequenos pain\u00e9is da Virgem e o Menino para venera\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os dom\u00e9sticos. Grandes pain\u00e9is eram considerados inadequados pois sua realiza\u00e7\u00e3o necessitava de conhecimento de anatomia, que lhes foi proibido por s\u00e9culos, e da ajuda de assistentes.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o legal das mulheres que \u00e0s colocava sob tutela dos pais, irm\u00e3os ou marido e o descr\u00e9dito nas suas capacidades constitu\u00edam mais uma barreira para que conseguissem ao t\u00e9rmino de sua forma\u00e7\u00e3o abrir seus pr\u00f3prios est\u00fadios.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_4,1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>No final do s\u00e9culo XVII e in\u00edcio do XVIII surgem as academias oficiais de arte, a princ\u00edpio proibidas \u00e0s mulheres. Na Fran\u00e7a, por exemplo, foram admitidas a partir de 1784 e as poucas aceitas n\u00e3o tinham os mesmos direitos dos colegas homens. Eram proibidas de assistir as aulas de modelo nu, com a alega\u00e7\u00e3o de que estas aulas poderiam corromper as alunas fracas de car\u00e1ter ou masculiniz\u00e1-las e sua presen\u00e7a poderia tirar a aten\u00e7\u00e3o dos alunos homens e perturbar o ambiente, assim como aos pr\u00f3prios modelos. Eram tamb\u00e9m proibidas de frequentar o Museu do Louvre para n\u00e3o distrair os alunos que estudavam as pinturas. S\u00f3 em 1896 foi permitido que frequentassem a Biblioteca da Escola e assistir as aulas de anatomia, perspectiva e hist\u00f3ria da arte. As mulheres ainda eram proibidas de participar de competi\u00e7\u00f5es ou lecionar. Isso s\u00f3 vai come\u00e7ar a mudar com o feminismo no s\u00e9culo XIX e com o aumento dos cursos particulares, aumentando tamb\u00e9m o n\u00famero de mulheres na arte e a aceita\u00e7\u00e3o de seus trabalhos.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Martin_Jean-Baptiste_\u2013_Une_assemblee_ordinaire_de_lAcademie_royale_de_Peinture_et_de_Sculpture_au_Louvre_\u2013_RMN_16-532017.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; t_prefix=&#8221;Uma reuni\u00e3o da Academia Royale de Peinture et de Sculpture no Pal\u00e1cio do Louvre (c. 1712-21)&#8221; t_infix=&#8221;por Jean-Baptiste Martin&#8221; overlay_bgcolor=&#8221;#e09900&#8243; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font_size=&#8221;13px&#8221; title_infix_font_size=&#8221;7px&#8221; title_infix_letter_spacing=&#8221;4px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221;][\/dizo_image_hover][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;10px&#8221; text_line_height=&#8221;1.6em&#8221;]<p>Uma reuni\u00e3o da Academia Royale de Peinture et de Sculpture no Pal\u00e1cio do Louvre (c. 1712-21) por Jean-Baptiste Martin<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>Mesmo com todas essas barreiras n\u00e3o foram poucas as mulheres que romperam esses obst\u00e1culos e realizaram trabalhos, at\u00e9 mesmo precursores, nos diversos campos dos saberes e das artes. Uma nova historiografia que v\u00e1 olhar para o espa\u00e7o privado ao qual as mulheres foram restritas, sem o desprezo em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o p\u00fablico destinado aos homens, apresentar\u00e1 finalmente, a totalidade desta produ\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A seguir tr\u00eas exemplos que confirmam a frase da especialista na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XIX, \u00a0Michelle Perrot: \u201cAs mulheres n\u00e3o s\u00e3o passivas nem submissas\u201d.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_5,3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Timarete.jpg&#8221; effect_style=&#8221;modern&#8221; modern_style=&#8221;mdn-sarah&#8221; t_prefix=&#8221;Timarete&#8221; t_infix=&#8221;(ou Thamyris, ou Tamaris; s\u00e9culo V a. C)&#8221; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_prefix_font_size=&#8221;45px&#8221; title_infix_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_infix_font_size=&#8221;14px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;91px||||false|false&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;&#8221; custom_padding_phone=&#8221;10px||||false|false&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; custom_padding__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221;]<h3>Gr\u00e9cia Antiga<\/h3>\n<h1><strong>Timarete<\/strong>\u00a0(ou\u00a0<strong>Thamyris<\/strong>, ou\u00a0<strong>Tamaris<\/strong>;<\/h1>\n<h1>s\u00e9culo V a. C.)<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Filha do pintor Micon, o Jovem, de Atenas. De acordo com Pl\u00ednio, o Velho , ela &#8220;<em>desprezava os deveres das mulheres e praticava a arte de seu pai<\/em>&#8220;. Na \u00e9poca de Arquelau I da Maced\u00f4nia, ela era mais conhecida por um painel da deusa de Diana que foi mantido em \u00c9feso. \u00c9feso tinha uma rever\u00eancia especial pela deusa Diana. Embora n\u00e3o exista mais, foi mantido em \u00c9feso por muitos anos.\u00a0 Timarete \u00e9 uma das seis mulheres citadas por Pl\u00ednio em sua obra <em>Hist\u00f3ria Natural <\/em>no ano 77. As outras s\u00e3o, Irene, Calypso, Aristarete, Iaia e Ol\u00edmpia. Tamb\u00e9m\u00a0\u00e9 mencionada no livro <em>Mulheres Famosas <\/em>de Giovanni Boccaccio (1313-1375).<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_5,3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Sofonisba_Anguissola-2.jpg&#8221; effect_style=&#8221;modern&#8221; modern_style=&#8221;mdn-sarah&#8221; t_prefix=&#8221;Renascen\u00e7a italiana&#8221; t_infix=&#8221;Sofonisba Anguissola (1532-1625) &#8221; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_prefix_font_size=&#8221;21px&#8221; title_infix_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_infix_font_size=&#8221;16px&#8221; border_radii_image_border=&#8221;on|15px|15px|15px|15px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;43px||||false|false&#8221;]<h3>Renascen\u00e7a italiana<\/h3>\n<h1><strong>Sofonisba Anguissola <\/strong>(1532-1625)<\/h1>\n<p>Foi uma pintora renascentista italiana, disc\u00edpula de Bernardino Campi e de Bernardino Gatti. Foi a primeira artista a adquirir fama internacional de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>Anguissola nasceu no seio de uma fam\u00edlia nobre, mas relativamente pobre. Ela recebeu uma educa\u00e7\u00e3o boa e completa, que incluiu as belas artes. Sua aprendizagem com pintores locais estabeleceu um precedente para que as mulheres pudessem ser aceitas como estudantes de arte. Ainda jovem viajou para Roma, onde foi apresentada a Michelangelo, que imediatamente reconheceu o seu talento, e para Mil\u00e3o, onde pintou o Duque de Alba e Isabel de Valois, mulher de Filipe II de Espanha, que era pintora amadora. Posteriormente em 1569, Anguissola foi convidada a ir para Madrid e ser tutora de Isabel, com o posto de dama de companhia. Mais tarde, ela tornou-se pintora oficial da corte do rei e adaptou o seu estilo \u00e0s exig\u00eancias mais formais de retratos oficiais para a corte espanhola. Ap\u00f3s a morte da rainha, com ajuda de\u00a0 Filipe realiza um casamento\u00a0aristocr\u00e1tico. Mudou-se para Palermo e, posteriormente, Pisa e G\u00e9nova, onde continuou a atividade como pintora principal de retratos, vivendo at\u00e9 a idade de noventa e tr\u00eas anos.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;78px||||false|false&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;&#8221; custom_padding_phone=&#8221;78px||||false|false&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221;]<p>Suas primeiras obras s\u00e3o instigantes. N\u00e3o s\u00f3 apresentam o universo feminino mas afirmam a capacidade intelectual da mulher, como em <em>A partida de xadrez\u00a0 <\/em>onde Anguissola retrata uma cena \u00edntima feminina em que suas irm\u00e3s, observadas por uma mulher mais velha, jogam xadrez.\u00a0 O quadro demonstra o dom\u00ednio da perspectiva, estudo n\u00e3o corriqueiro \u00e0s mulheres e a contraven\u00e7\u00e3o de mulheres jogando xadrez, tido como um jogo intelectual e masculino.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Sofonisba_Anguissola-3.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;81px||||false|false&#8221; custom_padding_phone=&#8221;0px||||false|false&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;off|phone&#8221;]<p>Em<em> Bernardino Campi pintando Sofonisba Anguissola <\/em>ela \u00e9 ainda mais instigante. Ao retratar seu professor fazendo seu retrato a artista coloca o personagem ativo, ou seja, o artista masculino, na posi\u00e7\u00e3o passiva de retratado por uma mulher e n\u00e3o satisfeita, o objeto passivo que seria ela retratada pelo professor possui duas m\u00e3os esquerdas, uma, a da personagem passiva em pose para ser pintada e a outra,\u00a0 ativa, segurando o bast\u00e3o de apoio de pintura, refor\u00e7ando que esta pintura foi feita por uma mulher.<\/p>\n<p>Anguissola tamb\u00e9m realizou muitos auto-retratos onde aparece pintando quadros numa afirma\u00e7\u00e3o de sua atividade como pintora.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Sofonisba-Anguissola.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_5,3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Hilma-af-Klint-1-scaled.jpg&#8221; effect_style=&#8221;modern&#8221; modern_style=&#8221;mdn-sarah&#8221; t_prefix=&#8221;Hilma af Klint&#8221; t_infix=&#8221;(Estocolmo 1862 &#8211; 1944)&#8221; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_prefix_font_size=&#8221;32px&#8221; title_infix_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_infix_font_size=&#8221;17px&#8221; border_radii_image_border=&#8221;on|15px|15px|15px|15px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;73px||||false|false&#8221; custom_padding_tablet=&#8221;&#8221; custom_padding_phone=&#8221;3px||||false|false&#8221; custom_padding_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; custom_padding__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221;]<h1><strong>Hilma af Klint<\/strong><\/h1>\n<h3>(Estocolmo 1862 &#8211; 1944)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artista pioneira do abstracionismo. Em 1906 desenvolveu imagens abstratas, muito antes de alguns dos mais c\u00e9lebres artistas associados ao movimento da Arte Abstrata como o Wassily Kandinsky, Piet Mondrian e Kazimir Malevich. O trabalho da Hilma af Klint n\u00e3o \u00e9 uma pura abstra\u00e7\u00e3o da cor e da forma por si s\u00f3, mas antes um retrato do que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Pertenceu a uma das primeiras gera\u00e7\u00f5es de artistas mulheres a receber educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de n\u00edvel superior, tendo frequentado de 1882 a 1887, a Academia Real de Belas Artes da Su\u00e9cia. Participou de exposi\u00e7\u00f5es, recebeu pr\u00eamios e chegou a ter um atelier, mas logo se afastou do treinamento acad\u00eamico para pintar os mundos invis\u00edveis, fortemente influenciada pelos movimentos espirituais de sua \u00e9poca, como a ordem Rosacruz, a teosofia e, mais tarde, a antroposofia.<\/p>\n<p>Era membro-fundadora do grupo De Fem (As Cinco), todas mulheres que se reuniam \u00e0s sextas-feiras onde faziam experimenta\u00e7\u00f5es com escrita e desenhos autom\u00e1ticos, antecipando em trinta anos as estrat\u00e9gias surrealistas. Acreditavam ser conduzidas por esp\u00edritos superiores que desejavam se comunicar por meio de imagens.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221; custom_padding=&#8221;62px||||false|false&#8221;]<p>Hilma af Klint deixou um acervo de mais de 1200 pinturas, aquarelas e desenhos, bem como seus cadernos de anota\u00e7\u00f5es e rascunhos, que excedem 26 mil p\u00e1ginas manuscritas e datilografadas.<\/p>\n<p>Com base em ampla pesquisa, Hilma desenvolveu as pr\u00f3prias ideias e conceitos sendo, portanto, uma criadora na arte da pintura abstrata.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos antes de morrer, em decorr\u00eancia de um atropelamento, ela escreveu um testamento deixando seu legado aos cuidados do sobrinho Erik af Klint com instru\u00e7\u00f5es de que todo o acervo, que deixava organizado e catalogado, s\u00f3 deveria ser apresentado vinte anos ap\u00f3s sua morte quando, acreditava, o p\u00fablico o compreenderia.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Hilma-af-Klint-3.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;72%&#8221; width_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; width__hover_enabled=&#8221;off|desktop&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Hilma-af-Klint-4.jpg&#8221; effect_style=&#8221;minimal&#8221; image_lightbox=&#8221;on&#8221; lightbox_image_overlay=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;justified&#8221;]<p>A obra de Hilma af Klint n\u00e3o apareceu na historiografia, ao lado da produ\u00e7\u00e3o de Wassily Kandinsky, Piet Mondrian ou Kazimir Malevich. Mesmo depois de uma exposi\u00e7\u00e3o realizada no Los Angeles County Museum of Art, em 1986, intitulada <em>O espiritual na arte: pintura abstrata,\u00a0 1890-1986<\/em>, ainda existiam d\u00favidas sobre a adequa\u00e7\u00e3o de colocar seus trabalhos ao lado dos de Kandinsk, Mondrian, Mali\u00e9vitch e Kupka, o que vem corroborar com o que Nochlin dizia:\u00a0 a obra de arte ocorre em uma situa\u00e7\u00e3o social. Somente dentro de uma estrutura institucional \u2013 determinada por institui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e defin\u00edveis, sejam academias de arte, sejam sistemas de patroc\u00ednio, mitologias do criador divino ou museus \u2013 pode uma arte \u201c\u00f3tima\u201d ser apreciada como tal. Os apreciadores da obra de Hilma af Klint precisam quebrar com esses c\u00e2nones, pois ela ao contr\u00e1rio da ideia de g\u00eanio, mergulhou a maior parte de sua vida em um estudo profundo e trabalho \u00e1rduo se eximindo de publitizar sua obra ou de frequentar as institui\u00e7\u00f5es legitimadoras.<\/p>\n<p>Para finalizar nada melhor que o trabalho da Guerrilla Girls (Nova York-1985) que questionam se as mulheres t\u00eam que ficar nuas para entrar no Metropolitan Museum e mostram que 5% dos artistas apresentados na se\u00e7\u00e3o de arte moderna s\u00e3o mulheres, mas 85% dos nus s\u00e3o femininos.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][dizo_image_hover image=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/1-GuerrillaGirls.jpg&#8221; effect_style=&#8221;classic&#8221; classic_style=&#8221;dzhvr-flip-vert&#8221; t_prefix=&#8221;Guerrilla Girls \u00e9 um grupo de artistas feministas an\u00f4nimas cujo objetivo \u00e9 combater o sexismo e o machismo no mundo da arte.&#8221; button_url_new_window=&#8221;1&#8243; content_valign=&#8221;on&#8221; overlay_bgcolor=&#8221;#edf000&#8243; prefix_background_bgcolor=&#8221;rgba(0,0,0,0)&#8221; module_link_url_new_window=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_prefix_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_prefix_text_align=&#8221;center&#8221; title_prefix_text_color=&#8221;#000000&#8243; title_prefix_font_size=&#8221;32px&#8221; title_prefix_line_height=&#8221;1.2em&#8221; custom_margin=&#8221;0px||||false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||||false|false&#8221; border_radii_image_border=&#8221;on|12px|12px|12px|12px&#8221;][\/dizo_image_hover][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221;]<p><strong>Fontes<\/strong><\/p>\n<p><strong>WIKIARTE \u2013 Mulheres artistas<\/strong><\/p>\n<p>https:\/\/www.wikiart.org\/pt\/female-artists<\/p>\n<p><strong>Revis\u00f5es feministas das hist\u00f3rias da arte: contribui\u00e7\u00f5es de linda <\/strong><\/p>\n<p><strong>Nochlin e griselda pollock &#8211; Lina Alves Arruda<\/strong><\/p>\n<p>https:\/\/www.ifch.unicamp.br\/eha\/atas\/2011\/Lina%20Alves%20Arruda.pdf<\/p>\n<p><strong>Rosane Vargas &#8211; Exclu\u00eddas da Mem\u00f3ria &#8211; Mulheres no Sal\u00e3o de Belas Artes do RIo Grande do Sul ( 1939-1962)<\/strong><\/p>\n<p>https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/114583<\/p>\n<p><strong>A toalete feminina em tertuliano: teologiza\u00e7\u00e3o, ascetismo e misoginia<\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/www.fg2013.wwc2017.eventos.dype.com.br\/resources\/anais\/20\/1381951406_ARQUIVO_A_toalete_feminina_em_Tertuliano.pdf<\/p>\n<p><strong>Cuando dios era mujer: deidades femeninas de la antig\u00fcedad<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0&#8211; https:\/\/www.escueladeateneas.com\/2019\/06\/cuando-dios-era-mujer-deidades.html?m=1&amp;fbclid=IwAR2R9QK5<\/p>\n<p>qXQE2iD8eBLyNxyTOwoKYUBTxIPo4H3Jd9ln99kAcKNVHHeOiyY<\/p>\n<p><strong>As Mulheres Eg\u00edpcias <\/strong>&#8211; https:\/\/antigoegito.org\/mulheres-egipcias\/<\/p>\n<p><strong>Hilma af Klint<\/strong>: mundos poss\u00edveis \u2013 Pinacoteca de S\u00e3o Paulo \u2013 2018<\/p>\n<p><strong>Arte com Marcela Klayn <\/strong>&#8211; https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCm20BF3UbvSXi7SAPPM7QQg<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cancelamento de mulheres artistas na hist\u00f3ria da arte &nbsp; &nbsp; Se buscarmos na Internet por \u201cgrandes nomes da hist\u00f3ria da arte\u201d o resultado ser\u00e1: Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, \u00c9douard Manet, Paul C\u00e9zanne, Auguste Renoir, Auguste Rodin, Claude Monet, Pablo Picasso, Edgar Degas, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Diego Vel\u00e1zquez, Sandro Botticelli, Paul Rubens, Francisco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","om_disable_all_campaigns":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornal-noticiario"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2121"}],"version-history":[{"count":19,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2197,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2121\/revisions\/2197"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2166"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}