{"id":2058,"date":"2021-01-18T15:51:57","date_gmt":"2021-01-18T18:51:57","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2058"},"modified":"2021-05-20T22:18:37","modified_gmt":"2021-05-21T01:18:37","slug":"janeiro-2021","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=2058","title":{"rendered":"\u201cESTOU TE FAZENDO UM FAVOR\u201d &#8211;  Viol\u00eancia contra a mulher e a participa\u00e7\u00e3o da arte na luta contra essa dura realidade."},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||12px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Jornal-Noticiario-janeiro-2021.jpg&#8221; title_text=&#8221;Jornal Notici\u00e1rio-janeiro-2021&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<h1>\u201cEstou te fazendo um favor\u201d<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viol\u00eancia contra a mulher e a participa\u00e7\u00e3o da arte na luta contra essa dura realidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que para uns pode parecer inacredit\u00e1vel, para uma vasta parcela da popula\u00e7\u00e3o consiste em realidade cotidiana. Mulheres sofrendo agress\u00f5es di\u00e1rias por motivos insignificantes, autoestima destru\u00edda, corpos machucados e o desfecho final, o assassinato, s\u00e3o hoje fatos que habitam o notici\u00e1rio de forma nunca vista.\u00a0Este final de ano em especial, foi marcado pelo feminic\u00eddio. No dia 24 de dezembro, Loni Priebe de Almeida,\u00a0de 74 anos,\u00a0foi morta com um tiro na cabe\u00e7a pelo ex-marido, em Ibarama no Rio Grande do Sul.\u00a0No mesmo dia, Viviane Vieira do Amaral, de 45 anos, foi morta com 16 facadas na frente das tr\u00eas filhas pequenas, pelo ex-marido, no Rio de Janeiro. Tamb\u00e9m na v\u00e9spera de Natal, Thalia Ferraz, de 23 anos, foi morta com um tiro disparado pelo ex-companheiro, na frente de seus familiares, em Santa Catarina. No Paran\u00e1, Evelaine Aparecida Ricardo, de 29 anos, foi baleada e morta pelo namorado.\u00a0No dia 25, em Pernambuco, Anna Paula Porf\u00edrio dos Santos, de 45 anos, foi assassinada dentro de casa pelo ex-marido, na frente de sua filha de 12 anos e\u00a0para finalizar esta m\u00f3rbida lista, Aline Arns, de 38 anos, foi tamb\u00e9m morta a tiros pelo ex-companheiro, em Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Internet nos oferece uma gama de <em>lives <\/em>mostrando o trabalho de pesquisadores de diversos campos, da sociologia, psicologia ou do \u00e2mbito jur\u00eddico, que tentam identificar o que leva um homem a pensar que tem o direito de vida e morte sobre uma mulher e como se d\u00e1 a complexidade de situa\u00e7\u00f5es que fazem com que muitas delas permane\u00e7am nesta condi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<p style=\"text-align: justify;\">A ju\u00edza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa, da 1\u00aa Vara Especializada de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar Contra a Mulher de Cuiab\u00e1 cita alguns motivos alegados pelos acusados de viol\u00eancia contra suas companheiras:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cBati nela porque estava ouvindo m\u00fasica alta, m\u00fasica de paix\u00e3o, acho que pensando em outro&#8221;; &#8220;Eu pedi, mas ela n\u00e3o me deixou ver as mensagens no celular dela&#8221;; &#8220;Sa\u00ed de casa dizendo que n\u00e3o era para ir \u00e0 casa da m\u00e3e e, mesmo assim, ela foi&#8221;; &#8220;J\u00e1 tinha avisado que n\u00e3o queria que usasse aquele vestido curto. Mesmo assim, usou&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a ju\u00edza muitos homens acreditam que suas namoradas ou esposas lhes devem obedi\u00eancia. Tomar suas decis\u00f5es ou buscar igualdade de direitos representa para esses homens um ato de desobedi\u00eancia por parte das mulheres e essas atitudes exigem um castigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de um universo de extrema complexidade onde muitas mulheres sequer reconhecem que sofrem viol\u00eancia j\u00e1 que as agress\u00f5es n\u00e3o se restringem a a\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, mas tamb\u00e9m a viol\u00eancia psicol\u00f3gica. Ser xingada, ter suas capacidades intelectuais menosprezadas ou sua apar\u00eancia f\u00edsica ridicularizada, leva muitas delas a acreditarem que n\u00e3o t\u00eam valor, que s\u00e3o incapazes de viver por sua conta e que ningu\u00e9m mais vai querer sua companhia. \u00c9 quando, conforme a ju\u00edza Ana Graziella, o agressor diz \u201c Estou te fazendo um favor\u201d, o favor de ficar com elas, o favor de sustent\u00e1-las e elas suportam as agress\u00f5es, por medo do futuro ou pelos filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A posi\u00e7\u00e3o da mulher e do homem na sociedade se d\u00e1 pela forma como s\u00e3o constru\u00eddos os significados de \u201cdiferen\u00e7a sexual\u201d j\u00e1 desde a primeira inf\u00e2ncia. Apesar de alguns autores e autoras contempor\u00e2neos mudarem \u00a0a narrativa de submiss\u00e3o feminina, basta uma visita \u00e0s hist\u00f3rias infantis que povoaram o imagin\u00e1rio das gera\u00e7\u00f5es anteriores e permanecem circulando at\u00e9 hoje, para constatarmos que a identidade social masculina se d\u00e1 na relev\u00e2ncia ao poder virtuoso, ao dom\u00ednio, \u00e0 conquista, o controle e o uso da viol\u00eancia para atingir seu prop\u00f3sito, enquanto o \u00fanico objetivo da exist\u00eancia da princesa das hist\u00f3rias \u00e9 a espera de um pr\u00edncipe, e ela faz tudo para conquist\u00e1-lo, at\u00e9 que se casam e a hist\u00f3ria termina&#8230;tudo termina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos em uma sociedade onde o patriarcado ainda nos ronda, mesmo nos casos em que a mulher \u00e9 arrimo de fam\u00edlia o homem \u00e9 tido como \u201cchefe\u201d, mostrando que a quest\u00e3o cultural sobrep\u00f5e a financeira. Por\u00e9m \u00e9 certo que a independ\u00eancia financeira da mulher n\u00e3o s\u00f3 contribui com a autoestima mas elimina um dos grandes entraves na hora da dif\u00edcil decis\u00e3o de romper um relacionamento abusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro desta complexidade a objetifica\u00e7\u00e3o da mulher seguramente faz parte desse emaranhado de circunst\u00e2ncias. No caso do Brasil, desde o empreendimento da coloniza\u00e7\u00e3o tivemos \u00edndias e negras vistas como meros ventres destinados a forma\u00e7\u00e3o de uma nova e vasta popula\u00e7\u00e3o, os mamelucos e os mulatos, que garantiram os territ\u00f3rios e at\u00e9 ampliaram as fronteiras da col\u00f4nia portuguesa, como tamb\u00e9m constitu\u00edram a grande massa de m\u00e3o de obra para os propriet\u00e1rios de terras junto com os escravos vindos da \u00c1frica. A objetifica\u00e7\u00e3o acompanha toda nossa hist\u00f3ria, sob diversas formas, at\u00e9 chegar aos dias de hoje quando vemos os corpos femininos sendo usados em pe\u00e7as publicit\u00e1rias para vender desde cervejas at\u00e9 pacotes tur\u00edsticos. O fato \u00e9 que travamos uma luta sem fim para trazer \u00e0 tona nossa subjetividade. Lutamos inclusive com o fato de mulheres, que imersas nesse ambiente, acabam se auto-objetificando na busca de atrair aten\u00e7\u00e3o dos homens deixando em segundo plano e at\u00e9 mesmo desconsiderando atributos psicol\u00f3gicos e emocionais que as caracterizam enquanto indiv\u00edduos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento em que o Brasil e parte do mundo est\u00e3o tomados por uma onda da extrema direita que se caracteriza pelo autoritarismo, o racismo, a supremacia branca, homofobia, xenofobia, genoc\u00eddios de toda ordem, ataque \u00e0 cultura e ci\u00eancia e, claro, pelo machismo, pela viol\u00eancia e puls\u00e3o de morte, \u00e9 de se esperar que o feminic\u00eddio tenha seus n\u00fameros aumentados assustadoramente, \u00e9 de se esperar que as amea\u00e7as de morte \u00e0 mulheres negras, pelo simples fato de serem mulheres e negras, estampem o notici\u00e1rio como os casos das vereadoras em Santa Catarina e Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como a arte se manifesta nestes momentos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que a hist\u00f3ria da arte n\u00e3o ficou imune ao apagamento das mulheres no seu relato, tanto que hoje busca-se encontrar esses nomes e traz\u00ea-los \u00e0 luz. O site <a href=\"https:\/\/www.wikiart.org\/pt\/female-artists\">Mulheres Artistas \u2640 &#8211; WikiArt.org<\/a> possui uma lista de 436 mulheres artistas iniciando na arte pr\u00e9-rom\u00e2nica. Vale conferir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo a arte como formadora de consci\u00eancia, atuante no tecido social e nas suas mudan\u00e7as, trago quatro trabalhos contempor\u00e2neos que atuam na esfera do ativismo feminino:<\/p>\n[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;2_5,3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;33px|auto||auto||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;]<h1><strong>As Guerrilla Girls<\/strong><strong> \u2013 <\/strong>Nova York, 1985<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1985 o grupo Gerrilla Girls realizou um manifesto performance em Nova York mostrando que no Metropolitan Museum apenas 5% do conjunto dos artistas s\u00e3o mulheres, enquanto 85% dos nus s\u00e3o femininos. O cartaz foi reproduzido em revistas e afixado em v\u00e1rios locais. O grupo volta em 1997, agora no MOMA, mostrando que ali a aus\u00eancia das mulheres continuava a se verificar: entre os 75 artistas representados, apenas 4 eram mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/1-GuerrillaGirls.jpg&#8221; title_text=&#8221;Do Women Have To Be Naked To Get Into The Met. Museum? 1989&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Guerrilla Girls<\/strong>\u00a0\u00e9 um grupo de feministas do qual mais de 55 artistas j\u00e1 fizeram parte, sempre de forma an\u00f4nima, umas por anos, outras por semanas. O objetivo \u00e9 combater o sexismo e o machismo, as injusti\u00e7as, a discrimina\u00e7\u00e3o e apoiar os direitos humanos para todas as pessoas e todos os g\u00eaneros, utilizando-se de ironia mordaz e picante. Para manter o anonimato as componentes do grupo vestem m\u00e1scaras de gorila e utilizam pseud\u00f4nimos que se referem a mulheres artistas falecidas. Para elas o importante s\u00e3o os assuntos tratados e as performances realizadas e n\u00e3o os trabalhos pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No site <a href=\"https:\/\/www.guerrillagirls.com\/\">https:\/\/www.guerrillagirls.com\/<\/a> \u00e9 poss\u00edvel acompanhar todas as performances do grupo.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||63px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1><strong>Nan Goldin<\/strong> (Washington, 1953)<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nan Goldin \u00e9 uma fot\u00f3grafa que se assumiu como v\u00edtima de viol\u00eancia ao se fotografar ap\u00f3s sofrer agress\u00e3o dom\u00e9stica, em 1984. Nas fotos Goldin n\u00e3o esconde os hematomas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de usar batom e joias, numa reflex\u00e3o sobre as press\u00f5es que as mulheres est\u00e3o sujeitas para serem mais atrativas aos parceiros, os mesmos que as deixam marcadas no corpo e na alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Goldin \u00e9 uma das artistas inclu\u00eddas no realismo social nas artes visuais, documentando facetas muito diversas da cultura e da sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/2-NanGoldin.png&#8221; title_text=&#8221;2-NanGoldin&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||70px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1><strong>Suzanne Lacy e Leslie Labowitz \u00a0<br \/><\/strong>(Los Angeles,1977)<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es e assassinatos de mulheres em Los Angeles, as artistas Suzanne Lacy e Leslie Labowitz realizam uma performance onde cinquenta mulheres vestidas de preto se postaram em frente \u00e0 C\u00e2mara Municipal da cidade exibindo faixas que diziam: \u201cEm mem\u00f3ria \u00e0s nossas irm\u00e3s\u201d e \u201cAs mulheres reagem\u201d. A performance teve tamanho impacto na cidade que a\u00e7\u00f5es como a da companhia telef\u00f4nica, que antes havia se recusado a colocar um n\u00famero de apoio \u00e0s v\u00edtimas junto com os demais n\u00fameros de emerg\u00eancia, mudou de ideia ou a iniciativa de uma deputada que criou cursos de autodefesa para mulheres, principalmente para as que estavam empregadas. \u00c9 a arte agindo no tecido social.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/3-Leslie-Labowitz-e-Suzanne-Lacy.png&#8221; title_text=&#8221;3-Leslie Labowitz e Suzanne Lacy&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1><strong>Grupo Corpos &amp; Sombras \u2013 \u201cEu Mulher\u201d<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui na nossa cidade o Grupo Corpos &amp; Sombras est\u00e1 em fase de pesquisa para um novo trabalho intitulado \u201cEu Mulher\u201d. Com dire\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udia Severo e participa\u00e7\u00e3o de Amanda Fl\u00f3is e essa que lhes escreve, al\u00e9m da colabora\u00e7\u00e3o de Andressa Moreira, Lu\u00edsa Gon\u00e7alves e Dani Oliveira, o espet\u00e1culo consiste de uma cria\u00e7\u00e3o coletiva e a pesquisa transita pela hist\u00f3ria de mulheres a frente de seu tempo, nas hero\u00ednas universais, nas guardi\u00e3s brasileiras de uma cultura de saberes milenares, na mitologia das Deusas e num vasto acompanhamento de relatos de pesquisadores e v\u00edtimas da viol\u00eancia. No canal do grupo no<a href=\"https:\/\/youtu.be\/3ZXXJRtuzMg\"> Youtube<\/a> \u00e9 poss\u00edvel conferir um primeiro v\u00eddeo criado durante a quarentena e na p\u00e1gina do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/corposesombras\">Facebook<\/a> as fotos das apresenta\u00e7\u00f5es ocorridas como processo antes da pandemia.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/4-Grupo-Corpos-e-Sombras-Eu-Mulher.jpg&#8221; title_text=&#8221;4-Grupo Corpos e Sombras &#8211; Eu Mulher&#8221; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset3&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEstou te fazendo um favor\u201d Viol\u00eancia contra a mulher e a participa\u00e7\u00e3o da arte na luta contra essa dura realidade. O que para uns pode parecer inacredit\u00e1vel, para uma vasta parcela da popula\u00e7\u00e3o consiste em realidade cotidiana. 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