{"id":1864,"date":"2020-12-10T20:10:38","date_gmt":"2020-12-10T23:10:38","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=1864"},"modified":"2021-05-20T22:20:55","modified_gmt":"2021-05-21T01:20:55","slug":"setembro-2020","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=1864","title":{"rendered":"O HOMEM E A NATUREZA"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||3px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/JornalNoticiario2020.jpg&#8221; title_text=&#8221;JornalNotici\u00e1rio2020&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1>O Homem e a natureza<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o homem\/natureza est\u00e1 intimamente ligada as diferentes compreens\u00f5es que desenvolvemos no decorrer da nossa hist\u00f3ria sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Antiguidade Grega a palavra <em>physis<\/em>, trazia dentre toda sua complexidade de sentidos, a ideia de ser o elemento primordial da Natureza, eterno e em perene transforma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existindo o fora da <em>physis,<\/em> tudo fazendo parte de uma mesma rela\u00e7\u00e3o de acontecimentos e transforma\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fil\u00f3sofa e historiadora Virginia Fontes, em depoimento para TV Boitempo, (1 de fev. 2019) fala da rela\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-metab\u00f3lica entre natureza e os seres que nela habitam, que significa que aquilo que os seres naturais e os seres humanos transformam da natureza, precisa voltar para ela de forma a nutri-la, mesmo que de forma modificada, mas que possibilite que a natureza possa continuar mantendo a capacidade de fornecer aquilo que precisamos para nos nutrir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o homem n\u00e3o tem o mesmo temor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza que tinha no passado, temor em rela\u00e7\u00e3o aos raios, \u00e0s tempestades, secas e tantas cat\u00e1strofes.\u00a0\u00a0 Hoje o maior medo est\u00e1 em como a sociedade capitalista insiste em n\u00e3o reconhecer a rela\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-metab\u00f3lica necess\u00e1ria para a sobreviv\u00eancia do pr\u00f3prio homem na natureza. O ser capitalista n\u00e3o reconhece que a natureza vai continuar mesmo depois do fim da exist\u00eancia do homem. Ser\u00e1 uma natureza transformada pela a\u00e7\u00e3o do homem, uma natureza que, provavelmente, n\u00e3o permitir\u00e1 mais a exist\u00eancia do homem, mas, ser\u00e1 um tipo de natureza. A continuarmos a explora\u00e7\u00e3o descontrolada dos recursos naturais, ao continuarmos com o uso abusivo dos agrot\u00f3xicos, ao continuarmos poluindo terra, ar e \u00e1gua, insistimos em n\u00e3o reconhecer que estamos terminando com a possibilidade de exist\u00eancia do homem sobre a terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;5px|||||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<p style=\"text-align: justify;\">Os movimentos de conscientiza\u00e7\u00e3o desta atitude devastadora do ser humano em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, t\u00eam in\u00edcio no p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial, quando um grupo de pesquisadores passa a usar argumentos cient\u00edficos para alertar a sociedade dos riscos que o planeta enfrentava diante da degrada\u00e7\u00e3o ambiental e do elevado crescimento populacional. Esses textos ser\u00e3o fundamentais para os movimentos ambientalistas que alcan\u00e7ar\u00e3o grande express\u00e3o nos anos 1960-70.\u00a0 Sobre isso o artigo <em>O ambientalismo em tr\u00eas escalas<\/em> <em>de an\u00e1lise<\/em> de Fabiano Quadros R\u00fcckert, publicado nos Cadernos IHU (n\u00ba51-2015) traz um \u00f3timo apanhado hist\u00f3rico sobre ambientalismo no mundo, no Brasil e tamb\u00e9m na cidade de S\u00e3o Leopoldo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, um dos pioneiros no estudo do ambientalismo foi o soci\u00f3logo Eduardo Viola (professor titular do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade de Bras\u00edlia, desde 1993). Diz R\u00fcckert em seu texto: Viola refere-se \u00e0 \u201cfase fundacional\u201d do ambientalismo brasileiro (1971-1987) como um per\u00edodo de \u201cingenuidade e ignor\u00e2ncia\u201d sobre o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Mas na fase seguinte (1988-1991) a dicotomia entre desenvolvimento econ\u00f4mico e preserva\u00e7\u00e3o ambiental vai cedendo espa\u00e7o para aproxima\u00e7\u00f5es entre ecologistas, cientistas, economistas e pol\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Leopoldo R\u00fcckert destaca o trabalho de Henrique Luiz Roessler, e trata da dimens\u00e3o cient\u00edfica e do pensamento de Carlos Aveline e Arno Kayser, dois importantes l\u00edderes do ativismo ambiental na regi\u00e3o. Tem como ponto de partida para suas reflex\u00f5es o livro\u00a0 <em>A Fisionomia do Rio Grande do Sul <\/em>\u00a0do Padre Baldu\u00edno Rambo, S.J., publicado pela primeira vez em 1942, que na \u00e9poca j\u00e1 advertia sobre a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da natureza e registrava sua preocupa\u00e7\u00e3o com a degrada\u00e7\u00e3o dos ambientes naturais no Rio Grande do Sul. Outro nome citado \u00e9 o do Padre Pedro Calderan Beltr\u00e3o, S.J., um dos pioneiros no estudo da Ecologia Humana na regi\u00e3o do Vale do Sinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se pode deixar de citar o papel significativo da UNISINOS que inicia seu envolvimento com o ambientalismo nos anos 1960 e s\u00f3 se intensifica a partir da\u00ed com cursos, simp\u00f3sios e publica\u00e7\u00f5es. Na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e no Ensino M\u00e9dio da regi\u00e3o R\u00fcckert destaca o trabalho de Jo\u00e3o Ign\u00e1cio Daudt, professor de Ci\u00eancias e membro da AGAPAN-NL, posteriormente UPAN. Nos anos 1970, Daudt lecionou no Col\u00e9gio S\u00e3o Jos\u00e9 e na Escola T\u00e9cnica Pedro Schneider e organizou Clubes de Ci\u00eancia voltados para estudo da polui\u00e7\u00e3o do rio dos Sinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para nos contar mais um pouco sobre o ambientalismo e sobre o surgimento da UPAN em S\u00e3o Leopoldo, convidamos o historiador e ambientalista, M\u00e1rcio Linck.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_divider _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1><strong><u>Entrevista<\/u><\/strong><\/h1>\n<h2>M\u00e1rcio Linck<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Historiador, ambientalista, escritor, m\u00fasico, ativista em defesa da liberta\u00e7\u00e3o animal e um idealista por um mundo mais \u00e9tico, justo e sustent\u00e1vel. Participa da UPAN &#8211; Uni\u00e3o Protetora do Ambiente Natural desde 1986. Atua em defesa da liberta\u00e7\u00e3o animal e da conscientiza\u00e7\u00e3o e respeito a todas as formas de vida atrav\u00e9s de palestras, v\u00eddeos, artigos em jornais e sites. Formado em Hist\u00f3ria pela UNISINOS, dedica-se \u00e0 genealogia. Foi diretor do Museu Hist\u00f3rico Visconde de S\u00e3o Leopoldo no per\u00edodo de 2011 a 2016. Como defensor do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural de S\u00e3o Leopoldo ajudou a evitar que pr\u00e9dios e monumentos hist\u00f3ricos fossem demolidos e contribuiu na recupera\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios e restaura\u00e7\u00e3o dos vag\u00f5es, locomotivas e pe\u00e7as do Museu do Trem. Autor do Livro <em>Para Al\u00e9m do Ambientalismo &#8211; Uma Hist\u00f3ria em Duas D\u00e9cadas<\/em>, que re\u00fane uma sele\u00e7\u00e3o dos artigos publicados no Jornal Vale do Sinos entre 1988 e 2008. Foi professor de m\u00fasica at\u00e9 2006 &#8211; Escolas Musisinos e Sinosm\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atua\u00e7\u00e3o direta de M\u00e1rcio Linck na defesa do meio ambiente vem desde 1986 quando ingressou na UPAN, participando da campanha pela recupera\u00e7\u00e3o do Rio dos Sinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta campanha, conforme nos conta, envolvia sete pontos: 1-Tratamento prim\u00e1rio dos efluentes das ind\u00fastrias de curtume. Na \u00e9poca o setor dos curtumes era o maior respons\u00e1veis pela polui\u00e7\u00e3o do rio; 2- Tratamento secund\u00e1rio que permitia a recupera\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica dos efluentes gerados pelos curtumes. Na \u00e9poca foi realizada uma intensa campanha em todo o Rio Grande do Sul para que as ind\u00fastrias implementassem esses tratamentos, prim\u00e1rio e secund\u00e1rio, dos efluentes. A bacia do Rio dos Sinos era uma das mais afetadas por essa polui\u00e7\u00e3o visto ser o setor coureiro cal\u00e7adista, muito forte na regi\u00e3o. 3- Tratamento de efluentes de outros setores ind\u00fastrias; 4- Tratamentos dos antigos lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, pr\u00f3ximos a arroios, banhados e do pr\u00f3prio Rio do Sinos, incentivando a cria\u00e7\u00e3o de usinas de lixo. S\u00e3o Leopoldo tem uma das primeiras usinas de reciclagem, e muito se deve \u00e0s lutas das UPAN; 5- Tratamentos dos efluentes de esgotos dom\u00e9sticos. S\u00e3o Leopoldo \u00e9 uma das cidades que mais trata do esgoto dom\u00e9stico, mesmo sendo uma porcentagem muito baixa, em torno de 15% a 20% dos efluentes; 6- Plantio de mudas de \u00e1rvores, reflorestar as margens dos rios e arroios, proteger nascentes; 7- Cria\u00e7\u00e3o de um cons\u00f3rcio da bacia dos Sinos, visando a prote\u00e7\u00e3o do rio, envolvendo entidades ambientalistas, \u00f3rg\u00e3os do governo, empresas e institui\u00e7\u00f5es de ensino. Esse cons\u00f3rcio surge como ideia da UPAN e junto \u00e0 campanha do Grupo Sinos intitulada SOS Rio dos Sinos, resultou no Comit\u00ea Sinos, primeiro Comit\u00ea de bacia do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro pleito da UPAN foi a cria\u00e7\u00e3o da Secretaria do Meio Ambiente o que ocorre em 1989, sendo a segunda a ser criada no estado (a primeira foi em Porto Alegre).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A UPAN deu continuidade ao trabalho de Henrique Luiz Roessler que na d\u00e9cada de 1930, como funcion\u00e1rio da Capitania dos Portos, j\u00e1 fiscalizava o Rio dos Sinos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesca e \u00e0 ca\u00e7a predat\u00f3ria, polui\u00e7\u00e3o do rio e desmatamento. Sua postura firme em defesa do meio ambiente provocou s\u00e9rios embates resultando na sua demiss\u00e3o da Capitania.\u00a0 \u00a0Ap\u00f3s sua sa\u00edda Roessler funda a primeira ONG do Brasil, a UPN \u2013 Uni\u00e3o Protetora da Natureza \u2013 reunindo na \u00e9poca cerca de quatrocentos fiscais volunt\u00e1rios. Roessler faleceu em 1963, seu legado e seus ideais levaram a cria\u00e7\u00e3o em 1971, em Porto Alegre, da AGAPAN \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural &#8211;\u00a0 tendo tamb\u00e9m um n\u00facleo em S\u00e3o Leopoldo. Essa unidade na nossa cidade, passa, a partir de 1988, a ser chamada UPAN \u2013 Uni\u00e3o Protetora do Ambiente Natural. Depois de anos de intensa atua\u00e7\u00e3o na UPAN, hoje M\u00e1rcio Linck participa como conselheiro informal da entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tocante \u00e0 viol\u00eancia contra os ambientalistas, M\u00e1rcio comenta que a luta ambiental sempre foi muito incompreendida e Roessler teve uma atua\u00e7\u00e3o de vanguarda numa \u00e9poca em que h\u00e1bitos, como por exemplo o da ca\u00e7a, eram tradi\u00e7\u00e3o, principalmente fora do meio urbano. Era normal ter uma espingarda e crian\u00e7as terem estilingue para matar passarinhos, assim como era normal jogar efluentes no rio. O embate direto contra esses h\u00e1bitos arraigados levou Roessler, como ambientalista, a enfrentar muitas dificuldades \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a persist\u00eancia dos movimentos ecol\u00f3gicos pelo mundo a fora, existe hoje uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o e o tema est\u00e1 mais presente na comunidade. Existe uma consci\u00eancia no cidad\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da natureza, de se colocar contr\u00e1rio ao desperd\u00edcio de \u00e1gua, de reciclar o lixo, de n\u00e3o poluir o rio, enfim, de mudar antigos h\u00e1bitos em busca de uma forma sustent\u00e1vel de vida. Por\u00e9m, neste momento, estamos vivendo um retrocesso das quest\u00f5es ambientais do ponto de vista das pol\u00edticas de governo, principalmente a n\u00edvel federal, com desmantelamento dos \u00f3rg\u00e3os de defesa do meio ambiente, como o Instituto Chico Mendes, o IBAMA, o INPE, para citar apenas tr\u00eas, e com o discurso oficial\u00a0 de encorajamento da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e do Pantanal por parte da grilagem de terras, da agropecu\u00e1ria irrespons\u00e1vel, dos madeireiros, do garimpo ou ataque \u00e0s comunidades ind\u00edgenas e invas\u00e3o de seu territ\u00f3rio por parte daqueles que sempre acharam que \u00edndio tem muita terra. Nesse sentido a viol\u00eancia contra os ambientalistas n\u00e3o se d\u00e1 apenas de forma direta, mas tamb\u00e9m de forma velada atrav\u00e9s destes discursos contra quem defende a natureza e os que n\u00e3o t\u00eam voz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Leopoldo, M\u00e1rcio Linck aponta como principais quest\u00f5es a serem atendidas nos dias de hoje, em termos de preserva\u00e7\u00e3o no meio ambiente, a preserva\u00e7\u00e3o dos afluentes do Rio dos Sinos (arroios, nascentes, vertentes, olhos d\u2019\u00e1gua) e nesse sentido a pol\u00edtica urbana de ocupa\u00e7\u00e3o do solo deve levar em considera\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia de n\u00e3o invadir essas \u00e1reas de nascentes e vertentes; o tratamento do esgoto dom\u00e9stico que hoje \u00e9 o principal fator de polui\u00e7\u00e3o do rio; a conscientiza\u00e7\u00e3o de reduzir\u00a0 os res\u00edduos s\u00f3lidos como, por exemplo , embalagens desnecess\u00e1rias e a rearboriza\u00e7\u00e3o do per\u00edmetro urbano. Como ponto positivo M\u00e1rcio cita a pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas verdes, sendo o Parque Imperatriz Leopoldina uma conquista importante para a cidade. Existem outros parques preservados, como a Base Ecol\u00f3gica do Rio Velho, o Matinho do Padre Reus, por\u00e9m o Horto Florestal est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o preocupante e requer aten\u00e7\u00e3o. Outra quest\u00e3o \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o das ciclovias que hoje n\u00e3o atendem a uma circula\u00e7\u00e3o ampliada na cidade e o consequente est\u00edmulo ao uso da bicicleta como transporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e1rcio Linck encerra dizendo que em rela\u00e7\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o ambiental cada um de n\u00f3s necessita fazer sua parte e nesse sentido as a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis como redu\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, procurar consumir produtos dos feirantes locais, movimentando nossa economia, valorizar os org\u00e2nicos e S\u00e3o Leopoldo possui feiras que oferecem esses produtos, s\u00e3o atitudes necess\u00e1rias. Pensando nos dados da ONU que informam que no Brasil 2\/3 da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s do efeito estufa prov\u00e9m da pecu\u00e1ria, tanto pelas queimadas como pela gera\u00e7\u00e3o de g\u00e1s metano, e pensando nos efeitos deste setor na quest\u00e3o da Amaz\u00f4nia e no aquecimento global, uma atitude urgente \u00e9 repensar os h\u00e1bitos alimentares e reduzir o consumo de carne. Enfim, procurar impactar o menos poss\u00edvel o ambiente deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o constante e para isso podemos nos nortear pelo lema: <em>pensar globalmente e agir localmente<\/em>.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Homem e a natureza A rela\u00e7\u00e3o homem\/natureza est\u00e1 intimamente ligada as diferentes compreens\u00f5es que desenvolvemos no decorrer da nossa hist\u00f3ria sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. 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