{"id":1816,"date":"2020-12-10T18:56:37","date_gmt":"2020-12-10T21:56:37","guid":{"rendered":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=1816"},"modified":"2021-05-20T22:27:37","modified_gmt":"2021-05-21T01:27:37","slug":"abril-2020","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/?p=1816","title":{"rendered":"AQUELES QUE MENTEM N\u00c3O FAZEM O QUE MANDA O CORA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n\n[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||9px|||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/almendares.com.br\/rosana\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Jornal-Noticiario-Abril-2020.jpg&#8221; title_text=&#8221;Jornal Notici\u00e1rio Abril 2020&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; show_in_lightbox=&#8221;on&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; min_height=&#8221;704px&#8221;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1>Aqueles que mentem n\u00e3o fazem<\/h1>\n<h1>o que manda o cora\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma sexta-feira 13 e eu percorria os corredores do supermercado entre prateleiras abarrotadas de mercadorias. N\u00f3s os consumidores em pleno ritual semanal, and\u00e1vamos sem pressa, nos cumpriment\u00e1vamos sem prestar aten\u00e7\u00e3o na dist\u00e2ncia que nos separava, sem observar se os funcion\u00e1rios estavam protegidos ou se o carrinho de compras estava limpo o suficiente. De uma hora para outra fui assombrada pela imagem de um filme dist\u00f3pico qualquer e me perguntei como estariam aqueles corredores dali h\u00e1 alguns meses j\u00e1 que as not\u00edcias da velocidade com que o coronavirus se alastrava eram aterrorizantes e as imagens das cidades vazias pelo mundo nos enchiam de temor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m j\u00e1 disse: \u00e9 na crise que conhecemos as pessoas, \u00e9 nela que o car\u00e1ter se revela. Pois nestes dias estamos vendo isso. Diante da necessidade de quarentena e da inevit\u00e1vel crise econ\u00f4mica que j\u00e1 est\u00e1 assolando grande parte da popula\u00e7\u00e3o, rapidamente come\u00e7am a ser organizados grupos de apoio como os que est\u00e3o ajudando a comunidade ind\u00edgena Por Fi localizada em S\u00e3o Leopoldo ou o MST\u00a0 doando toneladas de arroz e \u00a0transformando \u00e1lcool 46% em 70% \u00a0para distribui\u00e7\u00e3o nos centros de sa\u00fade.\u00a0 Outros tantos grupos espalhados por todo o pa\u00eds focando no auxilio aos mais velhos, aos moradores de rua, ajudando os caminhoneiros com alimenta\u00e7\u00e3o durante seu trajeto. Grupos virtuais de apoio para aqueles que n\u00e3o est\u00e3o conseguindo pagar suas contas al\u00e9m das mensagens de agradecimento aos profissionais que mant\u00e9m os servi\u00e7os essenciais. S\u00e3o muitas as demonstra\u00e7\u00f5es de solidariedade.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;7px|||||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, vemos aqueles que fazem estoque de produtos sem pensar que outras pessoas v\u00e3o ficar sem as mercadorias. Vemos seres inescrupulosos comercializando \u00e1lcool gel a valores exorbitantes ou extorquindo dinheiro sob pretexto de ajuda ou ainda carreatas de carros de luxo apoiando a abertura do com\u00e9rcio sendo que seus ocupantes jamais necessitar\u00e3o usar o transporte p\u00fablico. Vemos um governo que despreza a vida e governa para o mercado financeiro e para os interesses externos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento \u00e9 terr\u00edvel. \u00c9 certo que teremos no mundo todo o caos econ\u00f4mico. A esperan\u00e7a \u00e9 que possamos sair disso tudo renovados, que as coisas n\u00e3o voltem a ser como eram antes como muitos querem, porque o que antes havia provou n\u00e3o ser o ideal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citando meu irm\u00e3o, Renato Almendares:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Aqueles que mentem, aqueles que colocam o interesse como ponto de partida e de chegada de suas teses, n\u00e3o fazem o que manda o cora\u00e7\u00e3o, pois mentem at\u00e9 para seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>[\/et_pb_text][et_pb_divider _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_divider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.7.3&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;]<h1>MUSEU DO TREM<\/h1>\n<h3>ALICE BEMVENUTI VOLTA A DIRIGIR O MUSEU DO TREM DE S\u00c3O LEOPOLDO.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de S\u00e3o Leopoldo foi a primeira do estado e sua constru\u00e7\u00e3o data de 1874, mas o in\u00edcio desta hist\u00f3ria \u00e9 o ano de 1871 quando iniciam as obras da rota entre nossa cidade e Porto Alegre, na \u00e9poca capital da prov\u00edncia. J\u00e1 o museu foi criado em 1976 sob responsabilidade da Rede Ferrovi\u00e1ria Federal Sociedade An\u00f4nima e do Museu Hist\u00f3rico Visconde de S\u00e3o Leopoldo, permanecendo assim at\u00e9 1980 quando foi fechado. Em 1982 a RFFSA retoma o museu e por meio do Programa de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico (PRESERVE) atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio dos Transportes\u00a0 reconstr\u00f3i o pr\u00e9dio centen\u00e1rio que passa a abrigar o Centro de Preserva\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria Ferrovi\u00e1ria do Rio Grande do Sul. A institui\u00e7\u00e3o volta a ser fechada em 1989, mas neste per\u00edodo teve, por parte do IPHAE, o tombamento do que foi definido como S\u00edtio Hist\u00f3rico. Em 1991 foi firmado o comodato entre RFFSA e Prefeitura Municipal de S\u00e3o Leopoldo, que passa a ser a respons\u00e1vel por esse importante acervo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir deste resumido apanhado hist\u00f3rico podemos perceber a responsabilidade de todos que j\u00e1 estiveram \u00e0 frente da gest\u00e3o do museu, que devido a especificidade do acervo requer o relacionamento com o governo federal (IPHAN), o governo estadual (IPHAE) e o municipal, al\u00e9m de uma gest\u00e3o que contemple efici\u00eancia e compreens\u00e3o das novas quest\u00f5es que envolvem o campo da museologia e das especifidades do patrim\u00f4nio industrial ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alice Bemvenuti assume pela segunda vez esta fun\u00e7\u00e3o e traz consigo um conhecimento de causa invej\u00e1vel. J\u00e1 contam nove universidades atrav\u00e9s das quais vem aprofundando sua trajet\u00f3ria como pesquisadora de forma interdisciplinar, abrangendo arte, educa\u00e7\u00e3o e museologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando perguntada sobre sua forma\u00e7\u00e3o Alice prefere falar sobre a compreens\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o, ou seja, o porqu\u00ea de ter feito as escolhas que fez e conclui que o processo se d\u00e1 como um espelho onde ela vai atr\u00e1s da forma\u00e7\u00e3o para qualificar uma trilha na qual j\u00e1 vem caminhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na gradua\u00e7\u00e3o Alice j\u00e1 se depara com o que seria o embri\u00e3o de seu interesse pelos museus e o entendimento do conceito de patrim\u00f4nio. Seu olhar sempre esteve voltado \u00e0s ruas, \u00e0s pessoas e suas atividades, mas o estudo deste contexto n\u00e3o encontrava espa\u00e7o dentro da sala de aula e Alice queria saber o porqu\u00ea. Quando passou a dar aulas seu desejo era o de estar com seus alunos no museu e novas quest\u00f5es surgiam referentes \u00e0s dificuldades de acesso. Posteriormente dando aulas na faculdade, formando novos professores, ela constata a mesma falta de h\u00e1bito de ir ao museu de seus alunos anteriores e o desconhecimento do entorno, quais s\u00e3o os fazeres das pessoas que habitam aquele lugar e percebe que sem esse entendimento n\u00e3o h\u00e1 compreens\u00e3o do que seja patrim\u00f4nio e tamb\u00e9m do que seja o museu. A\u00ed come\u00e7a seu interesse em estudar a recep\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, comunica\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o destas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa caminhada acad\u00eamica constam al\u00e9m da gradua\u00e7\u00e3o na FEEVALE, especializa\u00e7\u00f5es na UNISINOS, na Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), no Instituto GEEMPA, Mestrado na UFRGS em Hist\u00f3ria, Teoria e Cr\u00edtica de Arte, e Museologia na USP. Hoje cursa o doutorado na PUC RS e \u00e9 pesquisadora convidada pela UNESP, al\u00e9m de professora da ULBRA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram muitas perguntas nesses anos de pesquisadora e no per\u00edodo anterior, 2009 a 2012, como gestora. Consequ\u00eancia disso s\u00e3o as parcerias firmadas com o sindicato dos ferrovi\u00e1rios, os colecionadores, com pesquisadores de hist\u00f3ria das ferrovias e com ferrovi\u00e1rios. Essas parcerias produziram uma s\u00e9rie de iniciativas na busca de entendimento, por exemplo, do setor educativo, da pesquisa dentro do museu, do entendimento do lugar da hist\u00f3ria do museu, al\u00e9m da hist\u00f3ria da ferrovia e como organizar e disponibilizar esta hist\u00f3ria de maneira a n\u00e3o sofrer apagamentos futuros. Estas s\u00e3o quest\u00f5es de pesquisa que revertem em a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e que se unem \u00e0s demais demandas do dia a dia do museu. Receber o p\u00fablico, qualificar os estagi\u00e1rios para o recebimento deste p\u00fablico, integrar a pesquisa hist\u00f3rica e o trabalho t\u00e9cnico dos funcion\u00e1rios do museu com as necessidade da comunidade, desenvolver a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o do conte\u00fado existente no vasto acervo da institui\u00e7\u00e3o, pensar a expografia, promover o entendimento de que o museu \u00e9 um campo interdisciplinar e bem por isso a import\u00e2ncia de buscar estagi\u00e1rios vindos dos cursos de turismo, educa\u00e7\u00e3o, antropologia e museologia, al\u00e9m das atividades de manuten\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento o esfor\u00e7o \u00e9 o de reconhecer o que tem da estrutura de 2009, que s\u00e3o conquistas de qualidade e potencialidade. Seguir qualificando e intensificar a compreens\u00e3o de museu para todos os p\u00fablicos. Nas palavras de Alice a rela\u00e7\u00e3o com a comunidade \u00e9 fundamental e ela, como pesquisadora e gestora, se coloca no lugar de mediadora desta rela\u00e7\u00e3o.<\/p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqueles que mentem n\u00e3o fazem o que manda o cora\u00e7\u00e3o &nbsp; Era uma sexta-feira 13 e eu percorria os corredores do supermercado entre prateleiras abarrotadas de mercadorias. 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